Ao mesmo tempo em que comemora as glórias, um time campeão passa a ser mais visado pelos adversários. Esse é um dos principais desafios que a seleção da Argentina de 2026 vai enfrentar na Copa do Mundo.

O time de Lionel Scaloni não vai apenas precisar provar que é melhor novamente, mas vai lidar ainda mais com o fato de que é o grande alvo a ser batido em uma das principais competições do mundo. Ou seja, já chega pressionado.

Em 2022, quando conquistou o Mundial após 36 anos, a Argentina mostrou a força do elenco e a força psicológica. Agora em 2026, como chega a atual campeã? Será que é possível jogar sem o peso do favoritismo?

A Argentina é a equipe a ser batida

O primeiro ponto a ser pensado sobre a Argentina em 2026 é o peso invisível do favoritismo. Afinal, existe uma grande expectativa externa da torcida e da mídia em relação a como a seleção vai chegar para a Copa do Mundo.

Se antes a Argentina surpreendia, agora passou a ser vista como uma das principais e maiores de todo o mundo. Para isso, precisará se impor, mesmo quando os adversários já sabem como joga.

A Argentina é a favorita na Copa do Mundo de 2026?

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Além disso, o time passa a ter uma menor margem de erro. Ou seja, o problema da equipe favorita não é jogar melhor, mas é a baixa possibilidade de poder falhar em competições de mata-mata como a Copa do Mundo, onde qualquer erro mínimo pode custar o título.

Os adversários também importam

Argentina é a atual campeã da Finalíssima. Claudio Villa/Getty Images.

A segunda questão é a mudança de comportamento dos rivais. Os times jogam mais fechados e existe um maior estudo tático sobre o esquema utilizado por Lionel Scaloni.

Consequentemente, os jogos acabam sendo mais truncados e mais difíceis, o que tira fluidez de quem era dominante. Por outro, a confiança e a experiência de um elenco campeão podem ser aliados.

Se antes a equipe já era forte e surpreendente, agora vai ter que ser muito mais. A Argentina de Scaloni vai precisar mudar, o que será possível com a renovação de elenco.

Transição de elenco é o alívio para a pressão

A Seleção Argentina que foi campeã em 2022 teve uma grande mudança em relação à lista divulgada por Lionel Scaloni nesta semana. A base campeã foi mantida, mas existe uma renovação no elenco. Houve a saída de protagonistas fundamentais para o Mundial, como Di María, Dybala e Joaquín Correa, que hoje já não atuam mais pela equipe.

Argentina chega para a Copa do Mundo de 2026 ainda mais forte do que em 2022. (Foto: Marcos Brindicci/Getty Images)

Por outro lado, Messi, Dibu Martínez, Enzo Fernández e Mac Allister continuam. Ao mesmo tempo, chega também uma nova geração, que é a maior mudança. Valentín Barco, Nico Paz e Giuliano Simeone trazem um perfil mais jovem, móvel e destemido para a Copa do Mundo, o que muda a dinâmica da equipe e traz novas possibilidades dentro de campo.

Se em 2022 a Argentina jogava como desafiante, agora em 2026 ela precisará aprender a vencer como favorita. Consequentemente, isso exige um jogo completamente diferente, algo que será colocado à prova ao longo da Copa do Mundo, principalmente após o cancelamento da Finalíssima.