As regras da FIFA para a Copa do Mundo de 2026 determinam que, se algum país desistir de participar, a entidade tem o poder total para escolher um substituto. Não existe uma norma que obrigue a convocação do segundo colocado ou do melhor time no ranking, pois a organização avalia questões de logística e viagens.

De acordo com o regulamento oficial da FIFA (Artigo 6) e apurações de veículos como Digital Hub FIFA, Hindustan Times e The National News, abandonar a competição gera punições severas para as federações. A multa mínima é de CHF 250 mil (equivalente a US$ 275 mil, R$ 1,42 milhão, € 258 mil ou £ 216 mil na cotação atual de 11/03/2026).

Se a desistência ocorrer a menos de 30 dias da abertura, o valor dobra para CHF 500 mil (US$ 550 mil, R$ 2,84 milhão, € 516 mil ou £ 432 mil). Além do prejuízo em dinheiro, a seleção que sair deve devolver verbas recebidas para treinos (até US$ 12 milhões no total) e pode ser impedida de disputar as próximas edições do torneio mundial.

No cenário atual envolvendo a desistência oficial do Irã, especialistas de portais como Sportstar e The Athletic indicam que o Iraque seria o favorito para herdar a vaga. Por pertencerem à mesma região geográfica, essa troca manteria o equilíbrio entre os continentes e facilitaria a organização das chaves de grupos já sorteadas. Outra alternativa citada seria promover os Emirados Árabes Unidos, caso critérios políticos ou técnicos impeçam a entrada do primeiro herdeiro direto na lista de espera.

Punições e regras da FIFA para desistências

A história das Copas mostra que substituir seleções em cima da hora é uma tarefa complexa que a FIFA evitou realizar nas últimas décadas de competição. Em 1950, por exemplo, diversos países desistiram de vir ao Brasil por causa dos altos custos e da distância, o que deixou o torneio desfalcado. Naquela ocasião, a entidade tentou convidar outras nações para preencher os espaços vazios, mas os convites foram recusados e o campeonato seguiu com menos times do que o planejado.

Ministério do Esporte do Irã fala que a Seleção não participará da Copa do Mundo (Foto: Adam Nurkiewicz/Getty Images)

Anteriormente, em 1938, a Áustria deixou de participar devido a conflitos políticos na Europa, e sua vaga simplesmente não foi ocupada por nenhum outro país substituto na tabela. Na edição de 1934, o Uruguai também não jogou, marcando a única vez que o atual campeão se recusou a defender o seu título por protestos diplomáticos.

Quem pode substituir o Irã? Iraque e EAU são favoritos

O regulamento atual, especificamente o Artigo 6.7, deixa claro que a palavra final sobre quem entra ou sai pertence exclusivamente aos diretores da organização máxima do futebol. Mesmo com as especulações sobre Iraque ou Emirados Árabes, nada será oficializado até que um comunicado formal de desistência seja entregue pela federação asiática envolvida.

Histórico de desistências na Copa do Mundo

A análise da notícia mostra que, embora existam precedentes de grupos incompletos, a estrutura moderna do futebol prefere ter todos os estádios ocupados com jogos oficiais. A decisão de substituir uma seleção envolve contratos de televisão, venda de ingressos e a segurança dos atletas que estariam viajando para a América do Norte.