Kylian Mbappé chega à Copa do Mundo de 2026 como líder incontestável da Seleção da França. Após assumir a braçadeira no ciclo pós-2022, o atacante transformou protagonismo técnico em liderança estrutural. Aos 27 anos, está no auge competitivo. Com isso, os franceses reorganizaram sua hierarquia ao redor de seu camisa 10. O peso esportivo passa diretamente por sua influência, além do favoritismo ligado ao seu desempenho.
Vale lembrar que na Copa do Mundo de 2022, Mbappé marcou oito gols e terminou como artilheiro do torneio organizado pela FIFA. Ele anotou três gols na final contra a Argentina, feito raríssimo na história da competição. O desempenho consolidou sua imagem como jogador decisivo em grandes palcos. Desde então, assumiu papel ainda mais central na equipe. A França passou a explorar modelo ofensivo moldado às suas características e a dependência estratégica aumentou.
Logo, esse cenário lembra momentos históricos da seleção francesa. Em 1998, o time orbitava ao redor de Zidane. Em 2006, novamente foi ele quem conduziu a equipe à final. A centralização técnica em uma figura dominante não é novidade na França. Mbappé herda esse padrão de liderança individualizada. Mas, a diferença está na intensidade física e na velocidade do jogo atual. Já o peso agora é ampliado por um calendário global mais exigente.
O paralelo histórico com Zidane
Zidane foi símbolo da geração campeã mundial em 1998 e referência técnica em 2006. Sua influência ia além da qualidade individual. Ele organizava ritmo e comportamento coletivo. Mbappé atua de forma distinta em termos táticos, mas exerce função simbólica semelhante. Isto é, ambos concentram responsabilidade em momentos decisivos. Sendo assim, a expectativa nacional se projeta sobre seus ombros.
Aliás, a comparação não se limita ao talento. Zidane representava estabilidade emocional e liderança silenciosa. Mbappé combina liderança vocal com explosividade técnica. O contexto moderno amplia pressão midiática e digital. Desta forma, em 2026, a visibilidade será ainda maior com o torneio em três países. O peso institucional sobre o capitão francês é proporcional à projeção global do evento. Assim, a França entra novamente com um rosto definido.
Inclusive, a diferença geracional também influencia o debate. Zidane liderava equipe de forte organização defensiva. Já Mbappé lidera geração mais vertical e ofensiva. O modelo francês atual depende de aceleração e transição rápida e o camisa 10 é o gatilho dessas ações, visto o impacto tático que reforça sua centralidade. Por isso, o projeto esportivo se constrói a partir dele.
Favoritismo, pressão e legado de Mbappé em construção
Desta forma, a França chega para a Copa do Mundo entre as favoritas naturais ao título. Bicampeã mundial, mantém base competitiva atuando nas principais ligas europeias. A expansão do torneio para 48 seleções amplia desafios. Porém, ainda assim, o diferencial francês continua individualizado. Em jogos de margem curta, se espera decisão de Mbappé, ou seja, o peso coletivo converge para o líder.
Entretanto, do ponto de vista histórico, 2026 pode consolidar definitivamente seu legado. Mbappé já soma números expressivos em Copas do Mundo. Uma campanha dominante o colocaria ainda mais próximo das grandes referências da história francesa. O paralelo com Zidane deixaria de ser apenas simbólico e se tornaria estatístico e histórico. Portanto, a França depende diretamente dessa performance.
Ao assumir protagonismo absoluto, Mbappé amplia o peso da França no cenário global. A seleção francesa carrega tradição vencedora, mas também expectativa permanente. Por outro lado, nesta edição, essa expectativa terá nome e rosto definidos. Contudo, França e Mbappé caminham como narrativas interligadas e o sucesso coletivo passa inevitavelmente por sua liderança. O Mundial será o teste máximo dessa centralização.
