No Flamengo desde a metade do ano passado, quando chegou contratado do Milan, por 9 milhões de euros (R$ 58 milhões na época), para substituir Wesley, vendido à Roma, o lateral-direito Emerson Royal ainda não caiu nas graças dos torcedores.

Alvo de críticas pelo desempenho de altos e baixos ao longo do segundo semestre do ano passado, o jogador poderia mudar a situação e sair no início de 2026, quando recebeu ofertas de clubes do exterior, mas preferiu seguir no Brasil.

“Tive proposta, até mesmo antes de vir para o Flamengo, proposta de fora. Conversei com as pessoas do meu entorno e eu não queria sair agora. Tenho mais para entregar para o Flamengo, tenho que provar para mim mesmo”, disse ao “GE”.

“Eu digo sempre que não tenho que provar nada para ninguém de fora, quando você coloca essa expectativa é muito difícil porque divide opiniões. Então eu falei: tenho que mostrar o meu futebol 100% aqui e depois a gente vê”, completou.

Passagem pela Europa

Revelado pela Ponte Preta, Emerson Royal ganhou visibilidade nacional ao defender o Atlético-MG em 2018. Após boas exibições no Galo, se transferiu para a Europa, inicialmente para defender o Betis, na Espanha.

Na sequência teve uma passagem curta pelo Barcelona (apenas três jogos) e logo iniciou a trajetória na Inglaterra, onde defendeu o Tottenham por três temporadas. Por fim, antes de retornar ao Brasil, atuou pelo Milan.

Volta ao Brasil e títulos no Flamengo

A volta ao Flamengo, segundo Emerson Royal, ocorreu porque era um desejo antigo ganhar títulos importantes em seu país. Deu certo: em apenas um semestre levantou com o clube as taças do Brasileirão e da Libertadores do ano passado.

“Foi muito intenso, consegui grandes coisas no Flamengo em pouco tempo, independentemente de todas as situações. Consegui dois títulos muito importantes, e esse era um dos meus objetivos ao voltar para o meu país”, afirmou.