Busca pelo terceiro mandato

O presidente Florentino Pérez, do Real Madrid, foi utilizado como exemplo por Leila Pereira para justificar a possível mudança no estatuto do Palmeiras para buscar uma nova reeleição e abrir a disputa por um terceiro mandato consecutivo no clube.

Segundo o “GE”, durante uma reunião com os conselheiros do Verdão na noite de ontem (16), na Academia de Futebol, a presidente indicou que deve mesmo buscar por meios legais criar a possibilidade de concorrer a mais uma reeleição.

“Essa questão de alternância de poder não acontece no Real Madrid. O presidente está lá há 20 anos. O Real Madrid é um clube pequeno, sabe? E nem um pouco vitorioso – disse Leila durante reunião no Conselho Deliberativo.

A presidente do Palmeiras já está em seu segundo mandato, iniciado em janeiro deste ano, e se nada mudar deixa o cargo no final de 2027. Caso consiga articular a mudança no estatuto, Leila teria chance de ficar até dezembro de 2030 no posto.

Florentino Perez é o presidente do Real Madrid. (Photo by Angel Martinez/Getty Images)

Mudança recente no estatuto do Palmeiras

Recentemente, ainda no mandato do presidente Maurício Galiotte, antecessor de Leila, o estatuto foi alterado. O mandato da presidência passou de dois para três anos, com a possibilidade de uma reeleição mantida.

Leila utiliza essa situação como outro argumento para aumentar agora para duas reeleições. “Nosso estatuto prevê a possibilidade de ser alterado, Maurício (Galiotte) mudou algumas vezes e ninguém chamou de golpe“, disse.

Em seguida, a presidente do Palmeiras questionou uma situação no clube. “Acho muito contraditório quando falam que é saudável alternância de poder. Sou conselheira vitalícia, tem vários vitalícios. Se é saudável, por que ter conselheiro vitalício?”

Próximos passos

Para conseguir a mudança no estatuto, Leila e seus apoiadores precisam que a proposta seja votada no Conselho Deliberativo e tenha aprovação de 50% + 1, ou seja, são necessários cerca de 150 votos a favor da alteração.

Depois de aprovada no Conselho, o tema tem que ser aprovado ainda na assembleia geral de sócios para ser enfim validado oficialmente. Caso isso não ocorra, Leila permanece no cargo até o fim de 2027.