A história se repete

Por 22 anos, a sombra dos “Invencíveis” pairou sobre o norte de Londres não apenas como um orgulho, mas como um desafio inalcançável. Agora, na temporada 2025/26, o Arsenal de Mikel Arteta parece finalmente pronto para olhar no olho da história e reivindicar seu lugar no trono, liderando a Premier League com autoridade e traçando paralelos assustadores com o lendário esquadrão de Arsène Wenger.

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Magia brasileira

Em 2003/04, o meio-campo do Arsenal tinha uma fortaleza chamada Gilberto Silva. O volante era a âncora que permitia ao time brilhar, enquanto Edu Gaspar (hoje executivo, na época peça chave do elenco) trazia classe e passes refinados sempre que acionado, atuando em 30 partidas daquela campanha.

Agora, em 2026, a importância brasileira é ainda maior. A solidez de Gilberto parece reviver na zaga com Gabriel Magalhães. O defensor é uma das peças mais importantes da equipe, um líder silencioso que garante a segurança necessária para o ataque funcionar.

E se Edu trazia a técnica no meio, a magia agora vive nas pontas e na área: Gabriel Martinelli, com sua velocidade elétrica, e Gabriel Jesus, com sua inteligência tática, são responsáveis pela criatividade que sempre foi marca registrada do clube.

Da esquerda para a direita: Patrick Vieira, Robert Pires, Thierry Henry, Ashley Cole e Gilberto Silva, campeões invictos com o Arsenal na temporada 03/04 (Foto: Shaun Botterill/Getty Images)

Maestria espanhola

A temporada dos Invencíveis viu o nascimento de uma estrela. Um jovem Cesc Fàbregas, então com 16 anos, começava a pedir passagem e mostrava vislumbres do gênio que seria. Ele era a promessa de um futuro brilhante.

No atual elenco, a Espanha volta a ditar o ritmo, mas agora com a maturidade de Mikel Merino. Diferente do garoto Cesc, Merino chegou como uma realidade consolidada. Sua visão de jogo e capacidade de controlar o tempo no meio-campo têm sido o fiel da balança para Arteta, oferecendo a pausa e a aceleração que um time campeão exige nos momentos de pressão.

Fúria sueca

Talvez o paralelo mais curioso esteja na conexão sueca. Em 2004, Freddie Ljungberg era o motor dinâmico do time. Com seu cabelo vermelho e infiltrações letais, ele era o terror das defesas adversárias, entregando sempre uma energia inesgotável naquela campanha.

Duas décadas depois, a bandeira da Suécia volta a tremular alto no Emirates com Viktor Gyokeres. Se Ljungberg era o homem surpresa, Gyokeres é a referência absoluta — mas que ainda não despontou. Além disso, o camisa 14 herda o número de Henry, um dos maiores ídolos da história dos Gunners.

O fim da espera?

Enquanto o time de 2003/04 entrou para a eternidade pela invencibilidade, o elenco de 2025/26 busca a imortalidade pelo resgate. Com uma vantagem sólida na liderança e um futebol que encanta, este Arsenal não tenta apenas copiar o passado, mas honrá-lo.

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