Um painel da Fifa formado por ex-jogadores, liderado pelo francês Mikaël Silvestre, ex-Seleção Francesa e Manchester United, vai trabalhar para facilitar a elucidação de casos de discriminação nos campos de futebol.
O debate ganhou força após a denúncia de racismo feita por Vini Jr contra Gianluca Prestianni, no confronto entre Benfica e Real Madrid, pela Champions League.
Em entrevista à ‘Sky Sports’, Silvestre afirmou que o debate é necessário porque, na avaliação dele, ‘houve claramente ódio’ na troca de palavras entre os dois jogadores.
O ex-defensor defende que seja estabelecido algum tipo de punição para atletas que tapem a boca durante discussões em campo: “Estamos buscando formas de sancionar jogadores que cubram a boca. Uma coisa é falar sobre algo tático com companheiros ou ter uma discussão casual. Mas, neste caso, houve claramente ódio de um jogador contra o outro”, explicou Silvestre.
Painel da Voz dos Jogadores da Fifa
O Painel da Voz dos Jogadores foi criado pela Fifa no ano passado e reúne 16 ex-atletas de diferentes nacionalidades, representando as seis confederações. O objetivo é acompanhar e orientar iniciativas ligadas ao combate ao racismo no futebol.
No grupo da entidade, além de Mikael Silvestre, temos nomes de peso como o liberiano George Weah, o marfinense Didier Drogba, a brasileira Formiga e o francês Blaise Matuidi.
Entenda o caso de racismo contra Vini Jr
Além da Fifa, a Uefa anunciou a abertura de investigação sobre o episódio. Vini Jr afirmou que Prestianni o insultou com ofensas racistas minutos após o brasileiro marcar um gol e comemorá-lo com dança.
A denúncia foi reforçada por Kylian Mbappé, companheiro de equipe no Real Madrid. Em entrevista à TNT após a partida, o francês declarou ter ouvido Prestianni dirigir ofensas racistas contra Vini Jr em cinco ocasiões durante o jogo.
