O Chelsea promoveu uma mudança estrutural no mercado ao contratar Liam Rosenior como treinador. Os Blues adotaram um plano de carreira para técnicos dentro de uma organização multi-clube. A decisão foge ao padrão das grandes ligas europeias e amplia um modelo até agora restrito majoritariamente aos jogadores, conforme a ESPN.
Vale lembrar que Rosenior assumiu o comando em Stamford Bridge após a saída repentina de Enzo Maresca. Isto é, se tornando o sexto treinador da era Todd Boehly desde maio de 2022. O impacto da nomeação não está ligado apenas ao perfil do inglês, mas à lógica interna que sustentou sua promoção.
O treinador já integrava o ecossistema do clube, uma vez que sua antiga equipe é parceira do Chelsea. Na prática, o clube inglês promoveu um profissional que já fazia parte do grupo, replicando um processo comum no desenvolvimento de atletas. Porém, raríssimo quando aplicado a técnicos.
Modelo comum para jogadores passa a ser aplicado ao comando técnico do Chelsea
Planos de carreira envolvendo clubes parceiros se tornaram frequentes no futebol europeu para jogadores. Inclusive, o próprio Chelsea utilizou esse caminho com Andrey Santos, que atuou pelo Strasbourg antes de regressar e ganhar espaço na equipe principal.
Além disso,grupos como a Red Bull aperfeiçoaram esse modelo ao longo de mais de uma década, movimentando atletas entre clubes como FC Liefering, RB Salzburg e RB Leipzig. Com isso, jogadores como Dominik Szoboszlai e Dayot Upamecano seguiram esse percurso até se consolidarem no topo do futebol europeu.
Já no eixo Chelsea–Strasbourg, o fluxo também se intensificou, com empréstimos e transferências definitivas entre as equipes. Mas, a diferença agora está em aplicar esse mesmo raciocínio ao treinador. Algo que praticamente não havia sido adotado por clubes de elite até este momento, ainda de acordo com a ESPN.
Caso Rosenior levanta debate sobre futuro do mercado e dos clubes parceiros
No entanto, entre os técnicos, os exemplos de planos de carreira são escassos. A Red Bull aparece como o único grupo a promover treinadores de forma consistente, como Marco Rose, Matthias Jaissle e Jesse Marsch. Fora isso, os casos citados são pontuais e sem continuidade.
Desta forma, a decisão do Chelsea abre discussão sobre o impacto desse modelo no equilíbrio entre clubes parceiros e no próprio mercado. Entretanto, há reação negativa de torcedores do Strasbourg.
Aliás, eles classificaram a mudança como “mais um passo humilhante na subserviência do clube ao Chelsea”. Sendo assim, mostrando os desafios e resistências que esse novo padrão poderá enfrentar, conforme a ESPN.
