A denúncia de Vini Jr. contra Gianluca Prestianni por injúria racial, durante o confronto entre Benfica x Real Madrid, válido pela Champions League, segue repercutindo. Nesta quinta-feira (19), Liam Rosenior se pronunciou.

Durante uma coletiva, o técnico do Chelsea dedicou alguns minutos para falar sobre o assunto e deixou claro que também já foi vítima de ataques racistas. O comandante classificou casos como este como “perturbadores”.

Liam Rosenior também respondeu José Mourinho, que criticou o atacante brasileiro. Para o técnico do Benfica, Vini Jr. não deveria comemorar assim. “Quando isso acontece em tantos estádios, sempre da mesma forma, tem algo errado”, disse o técnico do time português.

Liam Rosenior sai em defesa de Vini Jr.

Liam Rosenior disse que Vini Jr. tem todos os motivos para ficar indignado. “Quando você vê um jogador chateado como Vinicius Junior ficou chateado, normalmente ele tem um motivo. Eu mesmo já fui alvo de abuso racial”, começou ele.

Vini Jr e José Mourinho discutiram no confronto. Angel Martinez/Getty Images

“O que as pessoas precisam entender é que ser julgado por algo de que você deveria se orgulhar é a pior sensação que se pode imaginar. O racismo tem raízes históricas”, apontou.

“Como treinador deste clube, preciso me posicionar sobre o assunto. Se algum técnico, jogador ou dirigente for considerado culpado de racismo, essa pessoa não deveria estar no futebol”, finalizou.

Entenda o caso entre Vini Jr. x Prestianni

Benfica e Real Madrid se enfrentavam no primeiro jogo dos playoffs da Champions League. O camisa 7 marcou o único gol do confronto e foi comemorar com sua tradicional dancinha, recebendo um amarelo logo em seguida.

Otamendi não gostou e discutiu com o brasileiro. Uma confusão generalizada aconteceu. Foi quando Prestianni cobriu a boca e falou algo. No mesmo instante, Vini Jr. correu até a arbitragem e disse que o meia-atacante havia o chamado de “mono” (macaco, em português), conforme revelado pela leitura labial.

Kylian Mbappé, que estava perto dos dois, também escutou, confirmando ao árbitro, que iniciou o protocolo antirracismo da Fifa. Porém, o confronto voltou após 10 minutos de paralisação.

A UEFA abriu uma investigação do caso, e o Real Madrid enviou provas. A sanção mínima, conforme previsto pela entidade, é a suspensão de dez jogos. De acordo com o Sky Sports, o processo pode levar até três semanas.