O presidente do Flamengo, Bap, surpreendeu ao usar exemplos de gigantes europeus para justificar os rumos do clube. Em entrevista exclusiva ao jornal espanhol AS, o dirigente afirmou que observa atentamente potências como Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Bayern, City e PSG, mas não apenas para copiar acertos.

“O PSG tinha um ataque dos sonhos e os resultados eram desastrosos. Não ganharam absolutamente nada e gastaram uma fortuna com Messi, Neymar e Mbappé. Muitas vezes, contratar os melhores jogadores do ponto de vista conceitual não significa que você vai construir um grande time”, disparou.

Ao longo da entrevista, o mandatário rubro-negro demonstrou admiração pelo Real Madrid como modelo de gestão e mentalidade vencedora. No entanto, também destacou momentos em que o excesso de estrelismo não trouxe os resultados esperados dentro de campo.

“Por exemplo, a era dos Galácticos de Florentino Pérez no Real Madrid foi sensacional do ponto de vista de marketing, mas, do ponto de vista esportivo, não foi.” Segundo ele, visibilidade e impacto global não garantem conquistas dentro de campo.

Bap diz que o clube “pensa grande”

Se por um lado há críticas, por outro existe inspiração clara. Bap deixou evidente que o clube carioca observa atentamente o que fazem as principais potências do futebol mundial. “O Flamengo observa o que o Real Madrid, Barcelona, Atlético de Madrid, Bayern de Munique, Manchester City e PSG estão fazendo. O Flamengo pensa grande.”

Em seguida, explicou como transforma essa observação em estratégia prática: “Tento entender quais foram seus sucessos, para trabalhar adequadamente no que posso adaptar à realidade do Brasil e identificar os erros que posso evitar repetir”, completou, deixando claro que o clube usa as potências europeias tanto como referência de acertos quanto de falhas.

Luiz Eduardo Baptista e Filipe Luís. (Foto: Hector Vivas/Getty Images)

Flamengo é um clube europeu no futebol brasileiro?

Luiz Eduardo Baptista ainda afirmou na entrevista que enxerga o Flamengo sob uma ótica internacional, buscando padrões de excelência semelhantes aos grandes clubes do continente europeu. “Eu olho para o Flamengo com base nos melhores exemplos da Europa. Penso grande.”

“Em cada decisão que tomo, penso: se o Flamengo estivesse na Europa, que decisão eu tomaria?”, completou. A declaração reforça a ideia de que, mesmo inserido no contexto sul-americano, o clube carioca mira padrões de organização, ambição e competitividade inspirados em potências.