Xabi Alonso sabe que o futebol vive de resultados, mas também que um projeto precisa de tempo para crescer. Ele conversa muito com o elenco, pede intensidade nos treinos e mantém o mesmo discurso sereno em cada coletiva. Essa postura ajudou a conter o barulho vindo de fora do clube.

A diretoria observa o desempenho em campo, mas valoriza o ambiente criado nos vestiários. Jogadores jovens e experientes relatam que Alonso explica funções de modo claro, sem jargões complicados. Isso aumenta a união do grupo e fortalece a mensagem de que todos seguem na mesma direção.

Mesmo assim, a pressão em Madri nunca desaparece por completo. Uma série de empates no fim do ano gerou dúvidas nos torcedores e nas rádios esportivas. O treinador foi avisado de que precisava dar uma resposta convincente em janeiro.

Vitória no dérbi mudou o clima no Real Madrid

Essa resposta veio contra o Atlético, em campo neutro, num duelo sofrido até o último minuto. O time mostrou coragem, jogou compacto e soube controlar o placar quando tomou a dianteira. A comemoração após o apito final revelou alívio, mas também confiança renovada.

Segundo o Marca, dirigentes comentaram nos bastidores que, se o resultado fosse negativo, a discussão sobre troca de comando seria inevitável. A vitória evitou reuniões de emergência e deu fôlego ao projeto. Os atletas sentiram que o trabalho diário pode render frutos concretos ainda nesta temporada.

Futuro de Xabi Alonso no Real Madrid: a derrota para o Barcelona não seria um impeditivo. (Foto: Angel Martínez/Getty Images)

Agora o elenco encara o Barcelona com um estado de espírito diferente. Em vez de entrar temendo perder empregos, os jogadores veem a partida como chance de levantar um troféu importante. Alonso reforçou que o clássico vale muito para a história do clube, mas não sentencia ninguém.

Clássico não decide o futuro de Xabi Alonso

Se o Real Madrid tropeçar amanhã, a ideia interna é seguir o plano traçado após o dérbi. O clube entende que um título pode escapar sem que isso signifique fracasso irreparável. A prioridade é manter a evolução coletiva até o fim do ano.

Alonso acredita que consistência se constrói com calma, lições de cada confronto e ajustes pontuais. Ele até ganhou respaldo para mesclar titulares e reservas conforme o desgaste físico. Essa liberdade indica que a diretoria enxerga algo além dos 90 minutos do clássico.