Vindo de uma boa vitória sobre o Ituano fora de casa, o Corinthians volta a campo nesta quinta-feira (10), na Neo Química Arena, às 21h30 (horário de Brasília), pela quinta rodada do Campeonato Paulista. A equipe ainda será comandada pelo interino Fernando Lázaro, que está no comando há mais ou menos uma semana, desde a saída de Sylvinho.

A busca por um novo treinador foi um dos assuntos da entrevista coletiva do lateral-direito Fagner, concedida nesta quarta-feira (9): “Ainda bem que não estou na pele da diretoria. Porque é uma decisão difícil, não tem como a gente falar que prefere o estilo A, B ou C. Acho que, independente do perfil que a diretoria escolher, todos os atletas vão receber de braços abertos para tentar as vitórias e chegar o mais longe possível em todas as competições, que é o nosso principal objetivo. Vamos deixar isso para a diretoria e ajudar dentro de campo, que acho que é o melhor”.

Ele ainda disse que a ausência de um comandante efetivo não atrapalha os planos do Corinthians: “Atrasar não é o termo. A gente diz que, independente do nome do treinador, os jogadores que aqui estão procurarão ajudar da melhor forma possível. A gente sabe da importância dos jogos em si que vão acontecendo, os jogadores vão entrosando, readquirindo sua forma física. Então eu não diria que não é um atraso, mas, sim, independente de quem vier e a gente puder já estar preparado fisicamente e tecnicamente para entregar tudo que for precisar, também serve e vai ser importante para esse momento”.

Fagner defende técnicos brasileiros, embora ressalte qualidade de estrangeiros

“Óbvio que se você contrata um técnico estrangeiro, você tem que dar mais tempo para ele conhecer o país, a cultura, o futebol, assim como é com o atleta quando ele chega em determinado país. A gente sabe que, muitas vezes, com treinador brasileiro a gente não tem esse tempo e essa paciência de trabalhar, até mesmo o treinador está fazendo um bom trabalho e tem bons resultados, mas é criticado. Por exemplo, o Tite. Ele tem excelentes números pela Seleção Brasileira e, vira e mexe, as pessoas falam que ele tem que sair para entrar outro treinador. Acho que a gente tem que também valorizar o que a gente tem dentro do nosso país, porque muitas vezes a gente valoriza o que está fora e não o que está dentro”, declarou Fagner.