A LaLiga decidiu levar aos tribunais a denúncia contra os jogadores por uma suposta greve ilegal ocorrida na 9ª rodada do campeonato. Na ocasião, os atletas paralisaram as partidas durante os primeiros 15 segundos, gesto que gerou reação da entidade.
Vale lembrar que a paralisação foi um dos fatores que contribuíram para o cancelamento do jogo que seria disputado em Miami entre Villarreal e Barcelona. O episódio elevou a tensão entre liga e representantes dos jogadores.
Além disso, antes de recorrer à Justiça comum, a LaLiga já havia apresentado, em dezembro, uma denúncia ao Serviço Interconfederal de Mediação e Arbitragem (SIMA). Isto é, buscando uma solução para o conflito trabalhista envolvendo o protesto dos atletas.
Tebas questiona paralisação e fala em descumprimento das normas
Inclusive, o presidente da LaLiga, Javier Tebas, criticou publicamente a atitude dos jogadores. “O que eu quero saber é se interromper uma partida por 15 segundos constitui uma violação das leis trabalhistas, porque estou preocupado. Somos submetidos a interrupções de partidas por 15 segundos sob o pretexto de liberdade de expressão”, afirmou.
Aliás, na mesma entrevista a Europa Press, Tebas ressaltou que protestos desse tipo deveriam seguir prazos legais. “Esses tipos de direitos devem ser solicitados com cinco dias de antecedência”, completou, reforçando o entendimento da LaLiga de que houve irregularidade no ato.
O dirigente também fez referência direta ao sindicato dos jogadores, destacando a relação financeira entre as partes. “O sindicato dos nossos jogadores de futebol deveria estender o tapete vermelho para LaLiga sempre que nos virem.”, declarou.
AFE discorda da LaLiga e classifica protesto como simbólico
A frase foi dirigida a David Aganzo, presidente da AFE, durante uma reunião realizada em dezembro. Segundo Tebas, cerca de 70% do que a LaLiga arrecada em direitos audiovisuais é destinado aos salários dos jogadores. No entanto, para a AFE, a paralisação de 15 segundos não configurou greve ilegal.
Sendo assim, o sindicato sustenta que se tratou de “um exercício de liberdade de expressão e um protesto simbólico” que não alterou o desenvolvimento do jogo nem a competição, posição mantida após a decisão da LaLiga de acionar a Justiça.
