O futebol brasileiro tem feito prevalecer a força econômica. Desde 2019, a Copa Libertadores, principal campeonato do futebol sul-americano, é vencida por um time do país pentacampeão mundial. Não só isso. Cinco das últimas sete decisões foram totalmente formadas por clubes do Brasil. O cenário esportivo alertou Montserrat Jiménez, diretora jurídica e secretária-geral adjunta da Conmebol.
A dirigente da entidade também falou sobre o modelo de gestão Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo a dirigente, a adoção pode aumentar a diferença já existente no atual contexto esportivo do futebol sul-americano.
“Marcos (Motta, vice-presidente do Flamengo) me dizia que até 2029 só um clube não vai ser SAF no Brasil. Só um! Isso significa que clubes brasileiros vão entrar em MCO’s (redes multiclubes) a 500 km/h. Atualmente há diferença econômica do Brasil para os outros nove países sul-americanos. Isso significa que o descolamento vai ser muito maior”, declarou Jiménez, no painel Football Law Annual Review (FLAR), realizado pela Fifa, em Budapeste (Hungria).
Copa Sul-Americana pode repetir cenário da Libertadores
O segundo principal torneio da América do Sul teve campeões de diferentes países nos últimos anos. No entanto, o Brasil inclui pelo menos um finalista desde 2021, ano em que o Athletico Paranaense ficou com o título após derrotar o Red Bull Bragantino.
Nos anos seguintes, o Independiente del Valle ganhou do São Paulo, a LDU derrotou o Fortaleza, o Racing superou o Cruzeiro e o Lanús ficou com o título diante do Atlético-MG.
Jiménez entende que a Conmebol deve agir pelo equilíbrio das competições
A dirigente disse: “Acho que há muito trabalho a ser feito porque, se o Brasil se distanciar muito mais, vamos continuar tendo finais totalmente brasileiras. Ou vamos deixar o resto dos clubes para trás?”, questionou.
