Carlo Ancelotti completou o primeiro ano no comando da Seleção Brasileira com uma base cada vez mais definida. Ao longo do ciclo, o treinador consolidou alguns jogadores como peças fixas e essenciais para o funcionamento da equipe. Casemiro, Bruno Guimarães, Marquinhos e Vinicius Júnior aparecem entre os mais acionados e formam o núcleo de confiança do técnico. Segundo levantamento da CNN Brasil, o italiano já convocou 48 atletas desde que assumiu o cargo.

Desde os primeiros amistosos e partidas oficiais, Ancelotti priorizou jogadores com experiência internacional, capacidade de adaptação tática e força mental para sustentar um processo de renovação. O treinador também passou a reproduzir algumas características que marcaram seus trabalhos mais vencedores, especialmente no Real Madrid, onde trabalhou diretamente com Casemiro e Vinicius Júnior.

A confiança construída com determinados atletas se tornou uma das marcas de Ancelotti ao longo da carreira. Em diferentes clubes, o treinador sempre manteve um grupo considerado intocável para sustentar o sistema em momentos de pressão. Na Seleção Brasileira, o cenário começou a se repetir, principalmente nos setores de meio-campo, defesa e ataque.

Qual jogador de confiança de Ancelotti deve ser convocado para Copa do Mundo?

Qual jogador de confiança de Ancelotti deve ser convocado para Copa do Mundo?

Casemiro
Vinicius Júnior
Bruno Guimarães
Marquinhos

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Casemiro e Bruno Guimarães viram referências do meio-campo

Casemiro retomou protagonismo absoluto na Seleção Brasileira sob o comando de Ancelotti. O volante, que viveu uma das fases mais vitoriosas da carreira ao lado do treinador, voltou a ocupar papel central dentro da equipe mesmo após questionamentos físicos nas últimas temporadas. Além da proteção defensiva, o jogador passou a atuar como uma das principais lideranças do elenco e ganhou posição de homem de confiança da comissão técnica.

Além disso, o comandante valorizou o peso da experiência do jogador no ambiente da seleção e reforçou a importância no suporte aos atletas mais jovens durante o processo de reformulação do plantel, conforme a Reuters. A relação construída entre os dois também ajudou o treinador a implementar rapidamente conceitos táticos.

Ao lado do veterano, Bruno Guimarães se transformou em uma das peças mais constantes do setor. O meio-campista do Newcastle ganhou espaço pela intensidade sem bola, velocidade na circulação de passes e capacidade de acelerar a transição ofensiva. Dentro do modelo adotado por Ancelotti, o jogador passou a ocupar função estratégica para conectar defesa e ataque, além de sustentar o ritmo de pressão exigido pelo técnico.

Carlo Ancelotti lidera treino da Seleção Brasileira. Foto: Buda Mendes/Getty Images

Vini Jr lidera o ataque enquanto Marquinhos sustenta a defesa

No setor ofensivo, Vinicius Júnior se consolidou como o principal nome do ataque no ciclo de Ancelotti. A parceria construída no Real Madrid voltou a aparecer na Seleção Brasileira, principalmente pela liberdade dada ao camisa 10 para explorar jogadas individuais, atacar espaços e circular entre os setores ofensivos. O treinador italiano passou a montar o sistema da equipe para potencializar as características do atacante, o transformando em uma das referências do plantel.

Já na defesa, Marquinhos permaneceu como o jogador mais estável do sistema mesmo diante das mudanças promovidas ao longo do ano. O zagueiro participou das principais formações testadas por Ancelotti e manteve papel importante pela liderança e leitura de jogo. Paralelamente, nomes como Andrey Santos, Caio Henrique, Douglas Santos e Wesley ganharam espaço pela versatilidade, característica valorizada pelo comandante em jogadores capazes de cumprir múltiplas funções.

Por fim, em números, Casemiro marcou presença em 9 jogos de 10 disputados. Já Bruno Guimarães foi utilizado em 8 partidas. Marquinhos entrou em campo 7 vezes sob o comando de Ancelotti. O titular absoluto é Vini Jr, que atuou nos 10 confrontos da Seleção Brasileira. Andrey Santos foi convocado em 5 e Caio Henrique, Douglas Santos e Wesley em 4 duelos. A tendência é que a espinha dorsal siga como base da equipe até a Copa do Mundo.