Juninho Paulista é um dos nomes marcantes da conquista do pentacampeonato mundial da Seleção Brasileira em 2002. Em entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos Brasil, o ex-meio-campista avaliou a convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo e demonstrou aprovação em relação às escolhas feitas pelo treinador italiano.
Para o ex-jogador, a lista apresentou equilíbrio mesmo diante de alguns problemas físicos enfrentados por atletas importantes ao longo da temporada. “Eu acho que em relação à convocação eu gostei bastante, acho que foi muito muito equilibrada. Tiveram jogadores importantes que se lesionaram e ele não pôde convocar, que com certeza estariam na convocação, mas eu gostei muito.”
Juninho também acredita que o principal desafio do novo treinador passa pela construção de uma equipe forte coletivamente em um curto espaço de tempo. “Eu acho que tem que buscar fortalecer o coletivo, é isso que eu vejo ele tentando fazer. É só tendo um coletivo forte que se ganha uma Copa do Mundo.”
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Qual será o jogo mais difícil do Brasil na primeira fase?
Questionado sobre o caminho da Seleção Brasileira na fase de grupos, Juninho apontou a estreia como o compromisso mais complicado da equipe de Ancelotti. Na avaliação do ex-meio-campista, o peso emocional do primeiro jogo costuma aumentar a pressão sobre os atletas.
“Na minha visão, tende a ser o primeiro jogo (partida contra o Marrocos). Eu acho que a estreia sempre é um nervosismo a mais”, afirmou o campeão mundial, destacando a importância de iniciar a fase de grupos do torneio com um resultado positivo.
Além do fator emocional, Juninho também vê o Marrocos como o adversário mais forte da chave. “Teoricamente, o Marrocos é o adversário mais difícil nessa primeira fase. Eu acho que até pela experiência da última Copa, jogadores jogando em bons clubes europeus, eu acho que vai ser o maior desafio do Brasil.”
O que falta para o Brasil voltar a ser campeão do mundo?
Ao analisar a evolução do futebol desde a conquista de 2002, Juninho reconheceu o crescimento da intensidade física e da preparação dos atletas, mas acredita que o diferencial brasileiro continua sendo a capacidade técnica e a criatividade individual dos jogadores.
“Hoje a intensidade e o físico estão contando muito, mas você igualando nisso, sempre vai prevalecer a técnica, a individualidade, um contra um. Eu acho que é isso que a Seleção Brasileira precisa resgatar. A essência do futebol brasileiro são essas improvisações, essas jogadas que o adversário não está esperando.”
