A conquista da Copa do Mundo de 2002 marcou a carreira de Juninho Paulista, mas o ex-jogador também conhece o outro lado da história. Em entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos Brasil, ele relembrou a frustração de perder o Mundial de 1998 por conta de uma lesão grave e explicou como aquele momento difícil acabou sendo fundamental no título quatro anos depois.

Segundo Juninho, a experiência de ficar fora da Copa ensinou lições que o acompanharam durante toda a carreira. “São momentos diferentes. Uma experiência bem decepcionante, como foi a de 98. Foi a minha primeira lesão grave. Depois veio a recuperação e a não convocação. Eu acho que você aprende muito mais na dor, no sofrimento”, afirmou.

O ex-lateral destacou que a decisão de retornar ao Brasil foi determinante para sua recuperação. “Quando você se sente não tão confiante, você quer o lar, quer voltar para casa. Eu acho que voltando para o Vasco em 2000 fiz um movimento certo, me recuperei, voltei a jogar o meu melhor futebol e consegui ir para a Copa de 2002 e ter todo o sucesso que nós tivemos.”

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O que dizer para jogadores que ficam fora da Copa por lesão?

Ao comentar as situações de Estêvão e Rodrygo, atletas que perderam a oportunidade de disputar o Mundial por problemas físicos, Juninho destacou que o primeiro momento é sempre de sofrimento, mas que é preciso direcionar rapidamente o foco para a recuperação. “São momentos muito ruins, de sofrimento, de dor. Acho que a gente tem que viver realmente essa chateação.”

Para ele, após o impacto, o mais importante é concentrar todas as energias na volta aos gramados. “O primeiro impacto da lesão é muito sofrido. Mas depois é foco total na recuperação. Durante a Copa do Mundo isso vai estar muito mais em evidência, porque eles podem pensar que poderiam estar lá.”

Juninho Paulista em evento da Conmebol. (Foto: Guillermo Legaria/Getty Images)

Juninho acredita que o tempo ajuda a superar a frustração. “Depois que passa, as coisas voltam ao normal. É foco total em poder voltar 100% novamente. Foi isso que eu passei, esse turbilhão de sentimentos. O tempo cura tudo. Durante esse período de Copa do Mundo é tentar voltar o mais rápido e melhor possível.”

Campeão do mundo e comentarista da Copa

Ao relembrar a conquista de 2002, Juninho admitiu que a dimensão do feito só foi compreendida anos depois. “Quando nós fomos campeões do mundo, naquele momento tem aquela explosão, aquela alegria de conquistar uma Copa do Mundo. Agora, a ficha vai cair muito tempo depois. Você não tem noção do feito que conquistou.”

Agora em uma nova função, Juninho também comentou a expectativa para trabalhar na cobertura da Copa. “A expectativa é boa. É uma experiência que eu já tive em 2014 pela BBC. Agora estou muito entusiasmado de poder fazer a Copa pelo SBT, principalmente pelas pessoas com quem vou trabalhar.”

O ex-campeão mundial ainda destacou ao Somos Fanáticos a oportunidade de dividir a transmissão com profissionais experientes. “O Galvão Bueno é um ícone da televisão. Estar ao lado dele e do Tiago Leifert dá um certo conforto. Acho que vai ser uma experiência bem bacana.”