A Seleção do Paraguai terá um desfalque importante na rodada decisiva da fase de grupos da Copa do Mundo. Miguel Almirón foi suspenso por uma partida após a expulsão no confronto contra a Turquia e ficará fora diante da Austrália. Segundo a FIFA, o meio-campista foi punido por cobrir a boca em conversa com um adversário.
O lance aconteceu nos acréscimos do primeiro tempo, quando a partida estava paralisada devido a uma falta. Nesse momento, o atleta foi falar com Mert Müldür e o árbitro Iván Barton revisou o VAR. A decisão transformou o paraguaio no primeiro jogador enquadrado pela “Lei Vini Jr.” durante o torneio.

Miguel Almirón, do Paraguai, após receber cartão vermelho na Copa do Mundo. Foto: Stu Forster/Getty Images
Em comunicado divulgado nesta terça-feira (23), a FIFA informou que aplicou uma “suspensão de uma partida por violação do artigo 14.1.b (conduta antidesportiva contra um adversário ou outra pessoa que não seja um oficial da partida) do Código Disciplinar da FIFA”. A entidade ainda apontou que a decisão é irrecorrível.

FIFA aplica suspensão mínima a Miguel Almirón
Contudo, a FIFA optou por não ampliar a punição. Como todo cartão vermelho gera automaticamente um jogo de suspensão na Copa do Mundo, o meio-campista cumprirá a penalidade apenas contra a Austrália e poderá retornar caso o Paraguai avance às oitavas de final.
Desta forma, a ausência do jogador representa um problema para Gustavo Alfaro em um dos jogos mais importantes da campanha. Paraguai e Austrália chegam à última rodada do Grupo D com a mesma pontuação, mas os australianos possuem vantagem no saldo de gols: zero contra menos dois.
Além disso, o confronto ganhou mais peso após a confirmação da suspensão. Sem o atleta, a Seleção Paraguaia precisará buscar a vaga no mata-mata sem um de seus principais nomes do elenco na competição.
A suspensão aplicada a Miguel Almirón foi correta?
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Lei Vini Jr. nasceu após denúncia na Champions
Vale destacar que o cartão vermelho aplicado foi o primeiro desde que a International Football Association Board (IFAB) alterou a regra em abril deste ano. A mudança ocorreu após um episódio envolvendo Vinicius Júnior, do Real Madrid, e Gianluca Prestianni, do Benfica, na Champions League.
Na ocasião, Vini Jr. alegou que o argentino o havia ofendido de forma racista enquanto falava com a boca coberta pela camisa. Prestianni negou as acusações, mas recebeu uma suspensão de seis partidas, com três jogos tendo a pena suspensa.

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O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu a postura mais rígida. “Se um jogador cobre a boca e diz alguma coisa, e isso tem uma consequência racista, então ele precisa ser expulso, obviamente”, afirmou. Porém, o caso de Almirón foi o primeiro em uma edição de Copa do Mundo.




