O Flamengo recentemente surpreendeu ao conseguir repatriar o meia Lucas Paquetá, que atuava pelo West Ham, em uma contratação que consumiu mais de 42 milhões de euros. No entanto, não é nada fácil trazer atletas deste calibre ao Brasil.
Em entrevista à “ESPN”, José Boto, diretor de futebol do time carioca, explicou que os melhores jogadores que atuam na Europa atualmente ainda não avaliam o Brasil como um bom destino para a carreira.
“São jogadores de um nível muito alto e que muitos deles não têm ainda aquela [ideia] na cabeça de estarem no Brasil, ou de terem o Brasil como destino bom de carreira”, disse o executivo rubro-negro.
“É uma situação de mercado que o Brasil, embora tenha evoluído muito nessa parte de atrair jogadores, e nós trouxemos jogadores muito importantes no futebol europeu, ainda não tem a força que tem algumas das ligas europeias”, completou.
Dificuldade de reforçar o Flamengo
Boto ainda explicou que tem tido dificuldade para fechar novas contratações, pois somente os atletas que atraem o Flamengo estão na Europa. “O problema é que atingimos um nível muito alto, um nível em que só esses jogadores nos servem.”
Apesar disso, o dirigente revela que o clube está atento ao mercado em busca de novos reforços. “Um time de alto nível, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, tem que estar sempre atento e mapeando o mercado”, explicou.
“Temos pessoas para isso e que estão sempre atentas. Não só para descobrir jogadores, mas para perceber algumas situações que podem ser favoráveis a nós. Isso é um trabalho diário”, disse José Boto.
Boto avalia renovações de Cebolinha e Bruno Henrique
Por fim, o diretor do Flamengo ainda foi questionado sobre os processos para renovar os contratos de Cebolinha e Bruno Henrique, que chegam ao fim em dezembro. “No seu tempo nós vamos tratar desses assuntos”, finalizou Boto.




