Apesar do enorme sucesso conquistado no México, levando o América ao tricampeonato nacional, o técnico André Jardine não pretende seguir o restante da carreira no país norte-americano. O futebol espanhol é seu próximo alvo.
Em entrevista à “ESPN”, o treinador brasileiro de 42 anos admitiu que sonha um dia em trabalhar em LaLiga, o Campeonato Espanhol, e que admira o futebol daquele país desde que começou a trabalhar no esporte.
“No meu início, ainda dentro do futsal, fui um profissional que tive a seleção espanhola como referência. Depois fui ao futebol de campo, justamente no momento em que surge o Barcelona de Guardiola e a seleção de Vicente del Bosque.”
“Sempre fui um amante do futebol espanhol. É uma liga (LaLiga) que me encanta, que acompanho com carinho e atenção. Tenho vontade de, ao sair do México, de conhecer o campeonato dentro de um clube, participando de jogos”, completou Jardine.
“É um sonho que tenho, algo que me motiva e que vou trabalhar muito para que se torne realidade, mas sem pressa, porque estou muito feliz no América. A vida é feita de sonhos, já realizei alguns, então dirigir na Espanha é um dos que tenho”, concluiu.
Jardine vive pressão no México
Apesar do sucesso recente no comando do América-MEX, o treinador brasileiro está pressionado nesta temporada pela dificuldade de conseguir encaixar o time e trazer os resultados que os torcedores exigem.
Mesmo assim, a saída do clube não é algo que tenha pensado. Para Jardine, o bom trabalho realizado no time da capital mexicana vai abrir portas em outros clubes e seleções, incluindo a do México.
“Creio que estamos fazendo um grande trabalho à frente do América-MEX, que vai chamar atenção não só da Seleção Mexicana, mas de muita gente de fora. O Brasil também, pela história que temos no país e o ouro olímpico que ganhamos.”
Seleções de Brasil e México são descartadas neste momento
“Mas hoje a Seleção tem um dos melhores treinadores do mundo, com um currículo impressionante, e a Mexicana também, com um treinador que já comprovou seu nível”, completou, descartando assumir Brasil e México em breve.
“Da minha parte, sigo feliz à frente deste clube, que é um gigante e me dá tudo que precisamos para brigar por títulos e escrever nossa história”, finalizou o treinador, que, no Brasil, treinou o São Paulo, além da Seleção Brasileira Olímpica.




