Diego Simeone concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (10), antes do confronto entre Atlético de Madrid e Sevilla, pela 31ª rodada da LaLiga. O técnico abordou diferentes temas envolvendo o momento da equipe e tratou da pressão externa recente, incluindo a queixa do Barcelona à UEFA, conforme o Mundo Deportivo.
Com isso, o argentino foi direto ao minimizar qualquer impacto referente ao Barça. “Sou muito respeitoso. Moramos em Madri, estamos acostumados com esse tipo de situação. Para quem entende, é muito fácil de compreender. Não nos incomoda em nada”, disse, reforçando a blindagem do elenco diante de discussões externas.
Além disso, o treinador detalhou a forma como prepara o grupo mentalmente para jogos importantes. “Por vestirmos a camisa que vestimos, por representarmos este emblema, pelo nosso povo, pelas nossas famílias, pela alegria dos meninos que certamente terão a oportunidade de jogar. Eu poderia dar mil razões”, pontuou.
Força mental e evolução de jogadores no elenco do Atlético de Madrid
Já ao falar sobre os jovens da base, Simeone ressaltou: “Quando as crianças têm a oportunidade de brincar, muitas situações surgem em suas mentes onde é mais importante se isolarem. Os demônios estão sempre rondando suas cabeças, convidando-as a relaxar, a ter medo. É aí que nossa força mental entra em ação, para não dar espaço aos demônios que estão sempre presentes e deixá-las brincar como sempre fizeram”.
O treinador ainda citou exemplos de jogadores que cresceram ao longo da temporada. “Tenho vários cenários que vocês podem analisar. Lembro-me do Marc (Pubill), que começou a temporada sem jogar e agora é importante. O Robin passou por um período em que não o vimos no seu melhor, e agora ele voltou a ser importante”, iniciou.
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“O Matteo teve dificuldades para encontrar o seu espaço. Hancko não teve tempo de jogo consistente no início. Para estarmos nesta posição, competindo, precisamos de todos”, completou. Aliás, sobre a situação de Jan Oblak, Simeone comentou: “Não, ainda não. Ele está muito ansioso. Tivemos uma ótima conversa com ele hoje”.
Na sequência, concluiu: “Ele é muito importante e precisamos dele. Possivelmente ele estará de volta conosco na terça-feira”. Sobre os jogadores lesionados, ele resumiu: “Estou pensando no Sevilla. Não estou pensando naqueles que estão se recuperando”.
Relação com o Sevilla e visão sobre o futebol atual entram em pauta

Jogadores do Atlético de Madrid comemoram gol durante partida da Champions League. Foto: Eric Alonso/Getty Images
Sendo assim, o comandante ainda falou sobre o significado do Sevilla em sua trajetória. “É uma questão muito mais complexa do que uma resposta simples. Não estou nessa posição agora. O Sevilla ocupa um lugar especial na minha carreira, na minha vida, pela forma como me trataram, pela experiência que vivi na cidade”, destacou.
Em seguida, continuou: “Desejo-lhes tudo de bom e espero que façamos o jogo que precisamos fazer, porque precisamos dos pontos, e que terminem a temporada da melhor maneira possível”, finalizou. Contudo, o técnico refletiu sobre a evolução do futebol ao longo dos anos. “Não dá para comparar. Vivemos em sociedades diferentes”.
“O futebol tinha um ritmo diferente, uma visão de mundo diferente. Tudo evolui. Aquilo era maravilhoso. Parece que o que aconteceu antes foi ótimo, mas hoje temos uma liga excelente, competitiva, exigente, e a apreciamos tanto quanto antes, só que de uma forma diferente”, explicou.
Por fim, ao ser questionado sobre a pressão envolvendo o Real Madrid, Simione negou diretamente: “Eu não disse isso”. Aliás, do outro lado, foi rebatido devido as reclamações do próprio Atlético de Madrid e Simione apenas arrematou: “Claro”.

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