O Barcelona voltou a expor um dilema central do modelo de Hansi Flick após as expulsões de Pau Cubarsí e Eric Garcia contra o Atlético de Madrid na Champions League. As jogadas tiveram origem em falhas, permitindo espaço às costas da defesa. Joan Laporta até criticou a arbitragem, mas as ações também escancararam riscos estruturais, conforme o Mundo Deportivo.
A proposta do técnico é pressionar constantemente o adversário para impedir passes em profundidade. Porém, quando essa execução falha, o sistema defensivo fica exposto. Com a defesa do Atlético de Madrid adiantada, determinaram as situações que levaram às expulsões. Desta forma, reforçando o risco ligado à forma como o time se organiza sem a bola.
Inclusive, as duas expulsões ocorreram em lances praticamente idênticos: o jogador com a bola teve tempo para pensar, enquanto o atacante encontrou espaço para atacar. Esse padrão levanta um dilema recorrente: vale a pena cometer a falta para evitar o gol? A velocidade do jogo europeu e a proposta do Barcelona, tornaram a decisão ainda mais crítica dentro da lógica do sistema, de acordo com o Mundo Deportivo.
O Barcelona deve manter a defesa alta mesmo com os riscos?
O Barcelona deve manter a defesa alta mesmo com os riscos?
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Expulsões seguem padrão e nascem de falhas na pressão do Barcelona
Aliás, a expulsão de Cubarsí começou com uma pressão mal executada ainda no campo ofensivo. Isto é, Julián Álvarez recebeu a bola e conseguiu conduzir. Giuliano Simeone teve tempo para se reposicionar, se aproximar da zona central e atacar o espaço entre os defensores. Sem pressão, a linha defensiva ficou exposta, resultando na falta.
No lance da expulsão de Eric Garcia, após perder a posse, o Barcelona tentou pressionar, mas Marcos Llorente estava completamente livre. O meio-campista teve tempo para conduzir e esperar o movimento de Sorloth, que atacou o espaço com vantagem ao se posicionar de frente para o gol. Logo, Eric fez a falta, apontando que o problema está ligado à execução da pressão e à estrutura defensiva.

Eric Garcia e Alexander Sorloth durante partida da Champions League. Foto: Denis Doyle/Getty Images
Além disso, o Mundo Deportivo destacou que a equipe costuma conceder quando a pressão falha. Com isso, a jogada contou com atraso de João Cancelo, liberdade de Antoine Griezmann e desorganização defensiva. A sequência terminou com finalização no segundo poste após ataque ao espaço.
Sistema de Flick mantém identidade, mas amplia risco e desgaste

Imagem gerada por inteligência artificial – Gemini/ChatGPT
Vale destacar que o modelo do treinador tem como base intensidade, pressão alta e defesa adiantada, características que sustentaram conquistas recentes e recolocaram o clube como competitivo. Porém, a penalização por erro é elevada.

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Mas, quando a pressão não é executada com precisão, o time fica exposto a situações de inferioridade defensiva, especialmente contra adversários capazes de acelerar transições.
O sistema também exige alto desgaste físico ao longo da temporada. Flick já conviveu com baixas importantes em seus elencos. Por fim, a discussão passa a girar em torno do equilíbrio entre agressividade e controle dentro do modelo, segundo o Mundo Deportivo.




