O novo técnico do Chelsea, Liam Rosenior, contratado após a demissão de Enzo Maresca há algumas semanas, foi questionado se vai manter a mesma atitude, bastante criticada, do antecessor em relação ao jovem atacante Estêvão.
Em diversos jogos, Maresca deixou o brasileiro de fora ou mesmo no banco de reservas, quando os torcedores do clube pediam que ele fosse mais utilizado. Segundo o italiano, essa situação era necessária para “proteger” Estêvão.
Questionado em entrevista coletiva ontem (13), se faria o mesmo que Maresca, Rosenior respondeu que sim, mas preferiu trocar a palavra “proteger” por “cuidar”. Segundo ele, o ex-jogador do Palmeiras ainda está em adaptação ao futebol inglês.
“Eu entendo por que os torcedores ficam frustrados quando ele não está em campo, porque quando você o vê em campo, ele simplesmente faz coisas mágicas”, iniciou Rosenior, destacando a decepção da torcida quando Estêvão não joga.
Brasileiro ainda está em adaptação no Chelsea
“Ele tem 18 anos. Ele vem de uma cultura completamente diferente, um estilo de jogo completamente diferente, um clima diferente, uma intensidade diferente”, continuou o treinador do Chelsea, contratado após passagem pelo Strasbourg, da França.
“Proteger é uma palavra, e concordo com isso, mas cuidar provavelmente é um termo melhor. Quero que ele tenha uma carreira excepcional. Também quero que ele nos ajude a vencer agora. Há um equilíbrio delicado entre os dois”, concluiu.
Estêvão é titular contra o Arsenal na Copa da Liga
Apesar do discurso de “cuidar” de Estêvão, Rosenior optou por escalar o jovem atleta como titular do Chelsea no duelo decisivo pelas semifinais da Copa da Liga Inglesa contra o Arsenal, nesta quarta-feira (14), no estádio Stamford Bridge, em Londres.
Desde que se apresentou ao Chelsea, em julho deste ano, após completar 18 anos, Estêvão tem 26 jogos disputados pela equipe londrina, com cinco gols marcados e uma assistência aos companheiros de clube.




