Bernardo Silva foi o centro das atenções na vitória do Manchester City e provocou uma reação emocional de Pep Guardiola ao falar sobre sua saída. Após nove temporadas, o meia-ofensivo está prestes a encerrar um ciclo histórico, com 19 títulos. O treinador deixou claro o peso do momento ao projetar a despedida, já definida para junho, conforme o jornal AS.
A partida contra o Arsenal ganhou contornos ainda maiores no segundo tempo, quando o jogador assumiu o controle nesse domingo (19). O português combinou intensidade física, inteligência tática e leitura de espaços. Inclusive, atributos que chegaram a ser questionados nos últimos anos.
Com a bola, percorreu 244,4 metros. Já sem ela, foi além da função ofensiva e atuou como peça de sustentação. O atleta chegou a exercer papel de pivô no meio-campo em diferentes momentos. O nível da atuação gerou debate até na escolha do melhor jogador da partida. Mas, mesmo com o prêmio entregue a Haaland, o Daily Mail destacou: “Teria sido do O’Reilly’s se Bernardo Silva não fosse Bernardo Silva”.
O próprio norueguês elogiou o companheiro na Sky Sports: “Um cruzamento que ele desviou de cabeça, e eu disse que ele tinha estado como o Cannavaro hoje. Não vou ficar sentimental, mas Bernie, você foi brilhante, como sempre”. Além disso, Bernardo Silva protagonizou uma intervenção decisiva contra Havertz, considerada uma das ações mais importantes do jogo. A atuação foi resumida por Gary Neville: “O que vimos hoje foi incrível”.

Havertz, do Arsenal, é desafiado por Bernardo Silva, do Manchester City, durante partida da Premier League. Foto: Carl Recine/Getty Images
Guardiola não segura emoção e define Bernardo Silva como único
No entanto, a repercussão da atuação ganhou peso ainda maior nas palavras de Guardiola, que reagiu com emoção. Em entrevista à Sky Sports, o treinador afirmou: “Se você continuar falando dele, vou começar a chorar, então tome cuidado. O momento em que ele for embora vai ser muito emocionante. Bernardo é Bernardo. Não dá para defini-lo”. A declaração expõe admiração técnica e pessoal construída ao longo dos anos.
Guardiola também apontou aspectos que, na visão dele, nem sempre foram reconhecidos. “Às vezes, sinto que ele não tem sido visto como uma figura pública. Por causa de sua compleição física, ele não é rápido, não é forte, mas o futebol começa aqui (cabeça) e termina nos pés. Sinto gratidão por tudo o que esse cara fez durante tantos e tantos anos”, disse. Com 452 partidas, Bernardo Silva foi o jogador mais utilizado pelo técnico.

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O peso da saída é refletido fora do time. O Telegraph apontou que o português “será o mais difícil de substituir entre as grandes figuras de Pep Guardiola”. Vale lembrar que a decisão de deixar o clube não foi recente. Em entrevista à BBC, o jogador explicou: “Foi uma decisão importante que levei muito tempo para tomar. Já faz muito tempo. Hoje foi um momento emocionante, mas eu sabia há muito tempo que essa era a decisão certa para mim.”
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Busca por mais um título marcam reta final no Manchester City
Porém, mesmo com a saída definida, Bernardo Silva deixou claro o foco na reta final da temporada, visando mais conquistas de títulos. A possibilidade de levantar a Premier League 2025/26 surge como o último objetivo antes da despedida, o que daria ainda mais peso a uma passagem já considerada histórica.
“Quero terminar em grande estilo, conquistando títulos. Quero encerrar minha passagem por aqui e retribuir ao clube tudo o que ele me deu. Vou dar tudo de mim por este clube até o fim. Ele sempre será uma parte muito importante da minha vida. Serei torcedor do Manchester City para sempre”, ressaltou.
Os números reforçam o legado. São mais de 150 gols em mais de 450 partidas desde que chegou ao clube por cerca de €50 milhões, cerca de R$ 270 milhões. Portanto, a despedida representa o encerramento de um dos capítulos mais consistentes do Manchester City na era Guardiola.





