Amorim e o plano travado
Ruben Amorim imaginava um Manchester United com peças já conhecidas do seu tempo no Sporting. Ele apresentou uma lista enxuta de atletas que, segundo ele, encaixariam sem esforço no estilo tático. A direção do clube inglês, porém, optou por outras prioridades e colocou o pé no freio.
A recusa surpreendeu o treinador português logo nos primeiros meses da janela.
Ele esperava sinais rápidos de confiança depois de chegar com moral alta a Old Trafford. Sem respaldo, percebeu cedo que convencer os dirigentes seria tão difícil quanto vencer grandes jogos.
O estopim veio quando quatro alvos bem definidos foram oficialmente descartados. Cada negativa somou pressão a uma relação que já mostrava ruídos nos bastidores. Amorim passou a sentir que suas ideias de longo prazo ficariam apenas no papel.
Quatro nomes que ficaram pendentes
O primeiro deles era Morten Hjulmand, volante dinamarquês conhecido pela liderança silenciosa em campo. Depois vinha Ousmane Diomande, zagueiro marfinense forte no jogo aéreo e veloz na cobertura. Completavam a lista Geovany Quenda e Salvador Blopa, jovens alas vistos como apostas de futuro.
Na cabeça do técnico, todos chegariam para resolver carências claras do elenco atual. Hjulmand daria ordem ao meio, Diomande reforçaria a linha de três defesas, enquanto Quenda e Blopa trariam profundidade e energia pelas pontas.
Os gestores, porém, julgaram que desembolsar valores altos por jogadores ainda em formação era arriscado. Preferiram aguardar oportunidades de mercado mais baratas ou nomes com currículo na Premier League. Esse choque de visões foi ficando público à medida que resultados em campo não apareciam.
Consequências para o Mnanchester United e treinador
Após um empate frustrante com o Leeds, a tensão atingiu o pico. Amorim criticou o departamento de recrutamento na coletiva, reforçando que precisava ser ouvido. A fala gerou mal-estar interno e acelerou a decisão de interromper o projeto.

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A demissão ocorreu um dia depois, apenas 14 meses após a chegada do português. Para tapar o buraco, o Manchester United recorreu a Darren Fletcher (atual treinador dos sub-18), que assumiu interinamente. Parte da torcida questionou se a falta de apoio no mercado não foi o verdadeiro erro.




