É de conhecimento geral que Neymar construiu na Europa alguns dos capítulos mais importantes de sua carreira. No Barcelona, alcançou uma dimensão mundial ao formar um dos ataques mais marcantes do futebol ao lado de Messi e Suárez. No PSG, assumiu um protagonismo ainda maior e acumulou números e atuações que reforçaram sua condição de um dos maiores talentosos de sua geração.
Todavia, é justamente a distância entre aquela versão ‘prime’ e os últimos anos que ajuda a explicar por que Ney precisa recuperar parte do que apresentou no futebol europeu para voltar a dar brilho à própria carreira. Não se trata necessariamente de voltar ao que era antes, porém, retomar questões que o faziam brilhar.
A primeira delas é a regularidade. Em seus melhores momentos, ele não dependia de uma atuação isolada para chamar atenção. Sua presença era constante, com sequência de jogos, participação direta em gols e capacidade para influenciar o desempenho coletivo durante longos períodos.
Lesões impactam o momento de Neymar na carreira
Esse talvez seja um dos maiores desafios da atual fase da carreira. Os problemas físicos dos últimos anos interromperam sequências e dificultaram a construção de uma nova fase de destaque pelo Al Hilal e no neste momento, em seu retorno ao Peixe.
O segundo ponto está em sua capacidade de decisão. Mesmo sendo participativo nos jogos pelo futebol brasileiro, vale frisar que nos melhores anos na Europa, o jogador não era lembrado apenas pelos dribles ou pela qualidade técnica mas por ser aquela peça que decidia em jogos complicados.
Neymar precisa recuperar o protagonista que já foi
Essa característica precisa voltar a aparecer com frequência. Sua vasta carreira já possui uma coleção de grandes momentos, mas viver da memória do que fez no Barcelona e no PSG não é suficiente para devolver protagonismo ao presente e para que ele siga com moral.
Por fim, vale lembrar que no velho continente, ele tinha companheiros de mais renome e isso óbvio que ajuda, porém, não pode ser aquela desculpa pronta, já que atualmente ele tem nomes como Gabigol, que brilhou no Flamengo, mesmo assim, não vive uma fase tão boa.




