Ousmane Dembélé virou o assunto principal do dia em Paris. Depois de ganhar a Bola de Ouro de 2025, o atacante esperava valorização pesada. O Paris Saint-Germain ofereceu aumento, mas a primeira proposta não agradou ao jogador.
Os dirigentes colocaram na mesa um salário anual de € 30 milhões (R$ 187,2 milhões). Para a maioria dos atletas, esse montante bastaria. Entretanto, o staff do camisa dez queria sinal claro de que ele virou protagonista absoluto.
A exigência dos representantes é ousada: € 60 milhões (R$ 374,5 milhões) por temporada, praticamente o dobro. Eles argumentam que prêmios individuais elevam receitas de marketing e que o clube lucrou com a recente conquista da Champions League.
Do lado parisiense, há cautela. O PSG tenta conter a folha salarial depois das eras Neymar, Mbappé e Messi. A ideia é evitar desequilíbrio mantendo para reforços e para cumprir as regras de fair play financeiro.
Disputa salarial esquenta nos bastidores do PSG
Fontes próximas às conversas apontam que as reuniões foram curtas e tensas. Ousmane participa deixando seus agentes conduzirem o ritmo. Mesmo assim, o jogador reforça que quer permanecer, desde que se sinta valorizado como nome principal.

Futuro incerto: Ousmane Dembélé nega proposta de renovação millionária do PSG. Foto: Alex Pantling/Getty Images
Especialistas em finanças do esporte lembram que, embora o PSG possua donos abastados, a UEFA vigia cada centavo. Salários muito altos viram multa ou corte de vagas europeias, algo que o clube não quer repetir jamais.
Enquanto isso, torcedores se dividem nas redes. Parte aplaude a audácia do ídolo e pede pagamento imediato. Outra acha a pedida exagerada e teme que novos talentos sejam preteridos para bancar um único salário mensal.

Veja também
Lyon não para em Endrick e pode contratar Noham Kamara, do PSG
Próximos passos do contrato de Ousmane Dembélé nas negociações milionárias
As partes marcaram nova rodada de diálogos para fevereiro. Até lá, analistas acreditam em jogo de espera. Se outro gigante europeu aparecer com oferta real, o PSG pode ceder; caso contrário, tentará convencer Dembélé a recuar.




