O elenco do Real Madrid venceu a semifinal, mas saiu de campo preocupado e pensativo. Jogando de forma irregular, claramente, o time viu o Atlético dominar boa parte do duelo. Agora todos admitem que é preciso realmente evoluir depressa antes de encarar o Barcelona.
Dentro do vestiário, o discurso é de autocrítica sincera e realista.
Jogadores repetem que o nível exibido ainda não garante título para ninguém.
A eficiência nas poucas chances mascarou falhas na saída de bola clássicas durante a partida inteira.
Fede Valverde resumiu o sentimento após a partida complicada. “Temos que ficar mais juntos quando sofremos”, disse o uruguaio confiante. Ele pediu compactação sólida para defender, atacar e superar momentos difíceis, constantes.
Desafios táticos no meio-campo do Real Madrid
Xabi Alonso, mesmo satisfeito plenamente com a vitória, não elogiou o desempenho. O treinador alertou que posse e ritmo adequado ficaram abaixo do esperado. Segundo ele, controlar o jogo é obrigação real para um clube deste tamanho.

Abertura do vestiário: Real Madrid reconhece necessidade urgente de melhora. (Foto: Angel Martinez/Getty Images)
O setor que mais preocupa é o meio-campo merengue neste momento.
Camavinga e Tchouaméni oferecem músculo, mas faltam passes incisivos e claros.
Sem criatividade, o ataque depende de bolas longas e contra-ataques espontâneos e repetidos.
A possível volta de Mbappé anima muito torcedores e colegas. Se o francês jogar, a equipe ganha profundidade ainda e finalização de elite. Contudo, o problema de criação persiste de forma clara caso o meio não se organize.
Cenário para a decisão de domingo
Para surpreender o Barcelona, Xabi planeja ajustes urgentes e decisivos. Treinos fechados buscam alternativas para manter a bola e pressionar alto com marcação intensa. Testes com Ceballos ou Güler podem acrescentar visão e controle no meio.

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Embora confiante, o elenco do Real Madrid admite que precisa jogar melhor do que nunca. O clássico decisivo será um verdadeiro termômetro para medir evolução e caráter. Se a autocrítica virar atitude, o troféu pode ficar em Madri outra vez.




