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Porto sobe o tom contra proposta na Liga Portugal e ameaça ir à Justiça

André Villas-Boas afirmou que o clube pode recorrer caso a divisão das receitas de transmissão avance

André Villas-Boas fala sobre centralização em Portugal. Foto: IMAGO / Atlantico Press
André Villas-Boas fala sobre centralização em Portugal. Foto: IMAGO / Atlantico Press

O presidente do Porto, André Villas-Boas, afirmou que o clube pretende agir judicialmente caso a proposta defendida pelo Nacional avance na Liga Portugal. Segundo o dirigente, a medida ameaça o modelo discutido nos últimos anos para divisão das receitas de transmissão e pode gerar perdas importantes para os principais times do país. A declaração foi feita durante participação na Conferência Bola Branca.

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De acordo com Villas-Boas, houve dois anos de trabalho para construir uma novo modelo de divisão entre os clubes portugueses. O presidente destacou que o Porto chegou a aceitar perder parte das receitas para ampliar a distribuição entre equipes menores, mas entende que a proposta atual altera o equilíbrio competitivo.

Além disso, o dirigente apontou que cerca de 80% a 90% da demografia de torcedores em Portugal está concentrada nos chamados “três grandes”, grupo formado por Porto, Sporting e Benfica. O executivo ainda ressaltou que esses clubes concentram audiência, relevância comercial e competitividade internacional, motivo pelo qual defende um modelo de distribuição mais proporcional.

A centralização dos direitos de TV deve favorecer mais os grandes clubes?

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Villas-Boas critica proposta e fala em risco ao futebol português

Na sequência, André Villas-Boas classificou o projeto “estapafúrdia” e que ela pode “implodir o futebol português”. O presidente do Porto também destacou que clubes como Braga, Vitória e Famalicão seriam beneficiados financeiramente dentro do modelo discutido anteriormente para a centralização das transmissões.

O dirigente utilizou ainda o exemplo do Nacional para sustentar sua posição. Conforme Villas-Boas, mesmo em partidas contra os três grandes, a média de público gira em torno de 2.500 pessoas por jogo. Com isso, os maiores clubes concentram audiência e sustentam parte relevante das receitas.

Villas-Boas, Farioli e jogadores do Porto levantam troféu da Liga Portugal. Foto: IMAGO/Ball Raw Images

Villas-Boas, Farioli e jogadores do Porto levantam troféu da Liga Portugal. Foto: IMAGO/Ball Raw Images

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Contudo, o executivo lamentou não conhecer oficialmente o posicionamento do Sporting sobre a proposta, mas disse acreditar que exista alinhamento entre os clubes sobre o tema. Villas-Boas também citou o Marítimo ao comentar os impactos da proposta e voltou a defender um modelo que preserve a competitividade internacional das equipes.

Centralização dos direitos amplia tensão na Liga de Portugal

A ameaça de uma disputa judicial aumenta a tensão. O tema é tratado como estratégico para o futuro econômico do torneio. Por fim, o presidente do Porto garantiu que o clube não pretende colaborar caso a proposta seja aprovada em Assembleia Geral. O cenário pode ampliar o desgaste político entre os clubes.

Farioli trocou o caos pela ordem tática e transformou o Porto

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