Vivendo uma péssima temporada, o Barcelona segue apenas na 9° colocação da La Liga, tendo somado apenas 12 pontos em 7 partidas disputada, estando a 5 pontos do líder da competição, o Real Madrid.

A situação é ainda pior quando falamos da Champions League, em 2 partidas, são duas derrotas, 6 gols sofridos e nenhum gol marcado. Fora de campo a situação também não é boa, o clube passa por grandes dificuldades financeiras, e apesar de ter aliviado a folha de pagamento, ainda tem diversos empréstimos a serem pagos.

 

Com isso, diversos rumores apontavam que o clube corria risco de falência, alegando que o time teria uma dívida de 481 milhões de euros (R$ 3 bilhões),e hoje (07/10) após a apresentação do balanço financeiro da equipe na temporada 2021/2021 e a confirmação da dívida, o CEO da equipe, Ferran Reverter falou sobre o assunto em coletiva de imprensa.

Confira as declarações do CEO sobre a dívida do Barcelona

Na coletiva, Ferran Reverter confirmou que o Barcelona está em falência contábil e terá a opção de renegociar as sua dívidas pelo fato de não ser uma empresa, mas sim uma instituição. Ele também deu declarações transparentes sobre os contratos feitos pelo antigo presidente Josep Bartomeu, demonstrando como a má gestão do antigo presidente foi extremamente prejudicial ao clube:

O Barça em quatro anos, com quatro jogadores, adquire uma nota salarial de 1,4 bilhão de euros (R$8,9 bilhões). Mais de 300 milhões de euros (R$1,9 bilhões) por temporada com apenas quatro jogadores’. E a dívida aumentou de 159 (R$1 bilhão) para 673 milhões (R$4,2 bilhões) entre 2017 e 2021, sendo que, segundo o CEO, apenas 108 milhões de euros (R$687 milhões) de perdas devido ao Covid-19. Além disso, as comissões para empresários, que chegaram a bater 20 a 30%, sendo que geralmente é pago em torno de 5 a 10%.

Reverter também afirma que existem sinais de irregularidade na gestão passada e afirma que as providências estão sendo tomada, contudo, a falta de evidências acaba permitindo que Bartomeu e os antigos executivos do clube fiquem livres perante a lei. Segundo ele isso se deve ao fato dos antigos colaboradores trabalharem com computadores/notbooks pessoais e não do clube, ele ainda complementa as críticas falando sobre a falta de projetos da antiga diretoria, afirmando que a mesm atuava sem planejamento:

A improvisação foi total. Lançamos o maior investimento da história com o Espai Barça e, ao mesmo tempo, nos lançamos para comprar jogadores de maneira louca.

Além das críticas, o CEO apresentou também os dados contabeis do Barcelona na temporada passada, revelando uma queda de 24 na receita do clube em comparação com a temporada 2019/20. Mas a área com maior queda de faturamento no clube, foi o Camp Nou, que impossibilitado de receber público, viu sua receita cair em 84 em comparação com a temporada anterior.