Zinédine Zidane foi oficializado nesta terça (28) como o novo treinador da Seleção Francesa. Segundo o comunicado da Federação Francesa de Futebol (FFF), o contrato é válido até a edição 2030 da Copa do Mundo.
O profissional estava livre no mercado desde 2021, quando deixou o Real Madrid. O ex-jogador revelou que houve ofertas de trabalho nesse período.
“Nos últimos quatro ou cinco anos, recebi propostas para me juntar a vários clubes e eu recusei todas para ficar com a Seleção Francesa. Este é o único trabalho que eu queria fazer depois da minha passagem no Real Madrid. Sempre vi a Seleção Francesa sob a perspectiva de um torcedor, mas também como um futuro treinador. Essa é a razão pela qual não assumi um novo clube”, iniciou em entrevista coletiva.
Zidane vai suceder Didier Deschamps. “A campanha e o modelo de jogo da equipe foram magníficos. Estive lá pessoalmente e me diverti muito, assim como os outros torcedores. Não tenho queixas sobre como as coisas aconteceram”, elogiou.
Apesar dos elogios, Zidane fará ajustes. “Sinceramente, vamos fazer as coisas de forma diferente. Deschamps é Deschamps. Blanc era Blanc. Zidane é Zidane. Vou tentar fazer o que sei fazer. Não se trata de uma ruptura total. Quero manter a continuidade para que a Seleção Francesa continue vencendo”, declarou.
Zidane espera nova rotina na Seleção Francesa
O treinador comparou o dia a dia de trabalhar num clube e numa seleção nacional. “Não há motivo para preocupação. É um trabalho completamente diferente de treinar um clube. Não me assusta. Vou conseguir equilibrar minha vida pessoal com a Seleção Francesa. Isso me cai como uma luva. É um tipo de trabalho diferente, e não tenho problemas com isso”, garantiu.
Tempo livre no mercado não será problemas, segundo o treinador
Conforme já destacado, Zidane estava sem comandar uma equipe desde 2021. “Não fiquei parado sem fazer nada durante cinco anos. Assisti a mais jogos do que quando treinava o Real Madrid. Vi uma quantidade enorme deles. Assisti muito à Seleção Francesa e vi que há um grande potencial”, concluiu.
Zidane jogou e fez gols duas finais da Copa do Mundo
O então meio-campista marcou duas vezes na vitória por 3 a 0 contra a Seleção Brasileira, em 1998, e balançou as redes uma vez na decisão contra a Itália em 2006.
A experiência de Zidane como jogador pode ser decisiva para que a França volte a vencer a Copa do Mundo, analisou o presidente da FFF, Phillipe Diallo.
“A nomeação de Zidane como treinador da Seleção Francesa é motivo de imenso orgulho para a Federação. Ela marca o encontro de uma lenda na história dos Bleus, que se tornou um dos treinadores mais premiados e respeitados de sua geração. A excepcional carreira foi construída sobre talento, trabalho árduo, humildade e excelência. Esses são valores compartilhados pela seleção francesa e que queremos defender juntos, com ambição, nos próximos quatro anos”, disse.




