Santa Clara despede-se, como esperado, da Liga Conferência
Após o tiro no pé dado em casa (derrota por 2-1), no jogo da 1.ª mão do play-off de acesso à fase de grupos da Liga Conferência, já se esperava que fosse muito difícil ao Santa Clara operar o milagre da reviravolta na eliminatória em casa do Shamrock Rovers. E confirmou-se.
Os açorianos até entraram bem no jogo, mas, aos poucos, a formação irlandesa foi tomando conta da partida, controlando-a e, ao intervalo, registava-se 0-0, pelo que restavam apenas 45 minutos ao Santa Clara para arriscar e fazer algo que agitasse o jogo.

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Efetivamente, a segunda parte foi diferente. Diogo Calila deixou o primeiro sinal, mas o Shamrock Rovers respondeu pelo cabo-verdiano Roberto Lopes, a atirar de cabeça, com perigo para a baliza açoriana, o que, naturalmente, intimidou os comandados de Vasco Matos.
Arriscar? Só a meia-hora do
apito para o final da partida
Aos 61 minutos, Vasco Matos operou as duas primeiras substituições, ao lançar em campo Matheus Pereira e Gabriel Silva, uma das estrelas, senão a maior de todas, no conjunto açoriano. Aos 75 minutos, a um quarto de hora do final do jogo, mais três entradas: Pedro Ferreira, Lucas Soares e Elias Manoel.
As mudanças operaram, efetivamente, resultado. Pena foi que tivessem surgido tarde, em modo aflitivo, na luta contra o relógio. Aos 70′, Vinícius Lopes forçou Ed McGinty à defesa do jogo, aos 78′, Gabriel Silva, de cabeça, atirou ao lado e aos 86′, o mesmo Gabriel Silva cobrou um livre perigoso, para defesa apertada de Ed McGinty.

Feitas as contas aos dois jogos da eliminatória, o Santa Clara só pode queixar-se de si próprio por não ter conseguido eliminar os irlandeses do Shamrock Rovers. Foto: Twitter Oficial CD Santa Clara
Podia ter sido diferente, mas
não teria sido a mesma coisa
Há um certo fatalismo, embalado pelo fado lusitano, que assombra, tantas vezes, o futebol português. Esta eliminatória entre Santa Clara e Shamrock Rovers foi um bom exemplo. Os açorianos evidenciaram superior qualidade relativamente aos irlandeses, mas houve um certo respeito excessivo, a roçar o medo.

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Desta forma, pode-se questionar, em teoria, se o 5.º classificado da 7.ª melhor liga da UEFA seria capaz de superar o campeão da 31.ª liga no ranking, ou seja, separadas por uma diferença de 24 campeonatos de diversas nacionalidades. Se calhar até era, mas, enfim, no final, foi só mais uma ocasião desperdiçada para o futebol português.