Figo volta a comentar sobre a saída do Barcelona
Luís Figo viveu um dos momentos mais bombásticos da história do mercado de transferências quando deixou o Barcelona para rumar ao Real Madrid em 2000. O antigo internacional português voltou a comentar sobre a polémica numa entrevista ao podcast de Iker Casillas, chamado de Bajo Los Palos.
“A pressão sempre me ajudou a manter-me focado. Eu sabia perfeitamente como ia ser recebido no Camp Nou. É muito mais fácil quando se espera essa receção hostil do que quando se joga em casa e nos assobiam. Quando vamos para lá, sabemos que te vão matar ou chamar-te todo o tipo de nomes“, iniciou o antigo camisola 7 da Seleção Nacional, sobre as consequências da mudança.
“Quando cheguei ao Barcelona identifiquei-me muito com o clube, com a filosofia de jogo, com as pessoas. Quando lá estive dei tudo o que tinha de mim. Sentia-me mais um. Talvez seja por isso que, quando damos tudo o que temos e sentimos que não somos reconhecidos por isso, ficamos ainda mais zangados. Senti-me identificado com o clube ao máximo e o tempo que passei lá foram anos fantásticos, sempre o disse. Nunca vou negar o meu passado”, admitiu Figo.
Naquela altura, Figo destacava-se no clube catalão, mas causou surpresa mundial ao transferir-se para o principal rival, o Real Madrid, por 60 milhões de euros (pagaram a cláusula de rescisão), um recorde até então. Foi o início da “Era Galácticos” no clube merengue.
Início no Real Madrid
Na entrevista, Figo revelou que sentiu-se muito “sozinho” na chegada ao Real Madrid. Ele contou que outros dois espanhóis foram essenciais para a sua adaptação: Fernando Hierro e Raúl. Casilllas, na oportunidade, ainda era um jovem que ainda estava a começar a sua trajetória no clube.

Luís Figo no início de sua passagem no Real Madrid. Foto: Getty Images
“Nas primeiras semanas no Real Madrid apoiei-me muito nas pessoas que conhecia, como o Fernando Hierro e o Raúl. Cheguei num momento difícil, numa altura de transição, a direção mudou. Quando mudas de clube, em que conheces toda a gente e depois…”, disse o melhor do mundo eleito pela FIFA em 2001.

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“Cheguei e nem sequer tinha quem me levasse aos treinos e lembro-me que era o Pirri (então diretor desportivo do clube) que me ia buscar ao hotel onde estava hospedado. Todas essas circunstâncias… Não foi fácil, tive que estar três meses num hotel”, recorda Figo, que atuou por cinco épocas nos merengues.