O que motivou a polêmica troca de goleiro no Boca Juniors?

Em meio a um cenário de alta tensão e frustração, o Boca Juniors enfrentou uma eliminação surpreendente e dolorosa da Copa Libertadores, após ser derrotado pelo Alianza Lima. Um momento específico chamou a atenção de todos: nos acréscimos finais do jogo, Agustín Marchesín dirigiu-se ao banco de reservas e, pouco depois, foi substituído por Leandro Brey para a disputa dos pênaltis.

Surgiram então as dúvidas: Marchesín pediu para sair? Isso já estava previamente acordado? Compreender os bastidores dessa decisão, que acabou não surtindo o efeito desejado, é um desafio. A troca do goleiro, realizada instantes antes da decisão sobre a sorte do Boca na segunda fase do torneio, gerou polêmica.

A mudança não surtiu efeito, e a equipe de Fernando Gago foi eliminada sem que Brey conseguisse defender qualquer cobrança de pênalti. O que se viu foi Marchesín aproximando-se do banco nos minutos finais do jogo, especificamente no minuto 94, para conversar com Roberto Luzzi, o preparador físico.

Como os jogadores reagiram à inesperada mudança?

Logo, Luzzi passou a informação para Fabricio Coloccini, assistente técnico, que, por sua vez, comunicou-se com Fernando Gago. O técnico dialogou com Cristian Muñoz, treinador de goleiros, antes de tomar a decisão final. Leandro Brey, que estava ao lado dos demais reservas, rapidamente retirou a camisa de aquecimento e calçou as luvas.

Sem realizar um aquecimento adequado, ele entrou em campo no lugar de Marchesín. Os jogadores do Boca, surpresos, assistiram à cena sem compreender claramente o que estava acontecendo. Na coletiva de imprensa, Gago não conseguiu esclarecer se a substituição foi planejada ou se foi uma iniciativa do próprio Marchesín.

A eliminação do Boca Juniors na Copa Libertadores diante do Alianza Lima trouxe um episódio curioso e polêmico: a substituição do goleiro Agustín Marchesín por Leandro Brey nos acréscimos da partida, pouco antes da disputa de pênaltis. (Foto de Marcelo Endelli/Getty Images)

Por que a escolha por Brey surpreendeu a todos?

“Tudo que trabalhamos é analisado. Brey está mais acostumado a essas situações. Não podemos esquecer que, no campo do Newell’s, ele defendeu bem. É um goleiro com bons números em pênaltis. Agustín também decidiu com base no que já tínhamos discutido. Estava, de certa forma, alinhado, mas foi decidido no momento”, explicou o treinador.

Embora o desempenho de Marchesín, vindo do Grêmio, em parte justificasse a troca, sua boa atuação nos sete jogos pelo Boca, incluindo o da noite da eliminação, sua vasta experiência e sua habilidade também eram argumentos fortes para mantê-lo na disputa de pênaltis. No entanto, a escolha foi outra.