A Copa do Mundo FIFA 2026 será disputada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. Entre eles, os norte-americanos concentram a maior parte dos jogos e naturalmente carregam a expectativa de fazer uma grande campanha atuando em casa. Mas afinal, podem ser considerados favoritos ao título?

O fator casa costuma ser visto como uma vantagem importante. O apoio da torcida, a familiaridade com os estádios e a logística facilitada são pontos positivos. No entanto, no caso dos Estados Unidos, há um contexto específico: o futebol não é o esporte mais consumido no país, ficando atrás de modalidades como basquete, futebol americano e beisebol. Ainda assim, em uma Copa do Mundo, a mobilização tende a ser maior e o apoio popular pode crescer de forma significativa.

A seleção norte-americana evoluiu nos últimos anos, revelou talentos e passou a contar com jogadores atuando em grandes equipes do futebol mundial. Mesmo assim, ainda não está no mesmo patamar das principais potências da Europa e da América do Sul, o que dificulta colocá-la no grupo de favoritas ao título.

Fator casa não garante título da Copa do Mundo

Historicamente, ser anfitrião não significa necessariamente conquistar a Copa. Ao longo das edições do torneio, poucos países conseguiram levantar a taça jogando em casa.

A última vez que isso aconteceu foi em 1998, quando a França venceu o Mundial em seu território ganhando da Seleção Brasileira na final. Antes disso, apenas Argentina (1978), Alemanha (1974), Inglaterra (1966), Itália (1934) e Uruguai (1930) conseguiram tal feito.

Ou seja, em quase um século de competição, foram raras as vezes em que o mandante levantou o troféu. Isso reforça a tese de que atuar em casa ajuda, mas não transforma automaticamente uma seleção em favorita.

Christian Pulisic é o principal jogador da Seleção dos EUA. Foto: Watanabe/Getty Images

México surge como seleção mais tradicional entre os anfitriões

Entre os três países-sede de 2026, o México aparece historicamente como a seleção mais tradicional. A equipe mexicana possui maior regularidade em Copas do Mundo e recentemente conquistou a Copa Ouro da CONCACAF, principal competição continental da América do Norte, Central e Caribe.

Comparativamente, os Estados Unidos vivem um processo de crescimento e consolidação, enquanto o Canadá também vem evoluindo, mas ainda busca afirmação em nível mundial. Dentro desse cenário, os norte-americanos podem sonhar com uma campanha histórica em 2026, mas, tecnicamente, ainda não pertencem ao grupo de favoritos ao título mundial.