A Fifa transformou as pausas para hidratação dos jogadores na Copa do Mundo 2026 em uma janela comercial lucrativa para seus parceiros? A impressão que fica para o público é que a entidade só pensa no lucro.
Em entrevista ao jornal italiano Gazzetta Dello Sport, Michael Johnson, analista da S&P Global, afirmou que as interrupções para hidratação no Mundial proporcionam um espaço publicitário para as emissoras, que podem render até 9 milhões de dólares por inserção.
Dessa maneira, a pausa se tornou motivo de questionamento por diversos fãs do futebol. Alguns veem a ação como uma forma de deixar de lado o mais importante: o futebol.
Ingleses e croatas unidos nas vaias
De acordo com a BBC, ingleses e croatas se ‘uniram’ nas vaias no cooling break, a famosa pausa para hidratação, nos dois tempos da partida vencida pela Inglaterra por 4 a 2, no AT&T Stadium, em Dallas (EUA).
O período de três minutos foi implementado pela Fifa nesta Copa do Mundo para proteger os jogadores do calor nos três países-sede. No duelo entre os europeus, os torcedores questionaram a pausa em um estádio climatizado.
A pausa para hidratação deve ocorrer mesmo em estádios climatizados na Copa do Mundo?
A pausa para hidratação deve ocorrer mesmo em estádios climatizados na Copa do Mundo?
2 fãs já votaram
Estádio com teto retrátil e climatizado
O cooling break foi introduzido após a Copa do Mundo de Clubes realizada nos Estados Unidos, no ano passado, pois as altas temperaturas e a umidade sufocante geraram preocupações entre jogadores, treinadores e torcedores.
Assim, a arena de Dallas, no Texas, local da partida da primeira rodada do Grupo L do Mundial, conta com teto retrátil e é climatizada, o que faz a parada da hidratação sem sentido.
