A Seleção do Irã vem treinando na Turquia e preparando planos alternativos para a Copa do Mundo e aguarda os vistos para os EUA, segundo o The New York Times.  

Jogadores e comissão técnica estão hospedados em um resort de luxo na costa da Turquia, mas para o correspondente do jornal americano não parecem estar no centro de uma das maiores crises políticas que já atingiu um grande evento esportivo.

Ainda, na visão do jornalista, das 48 seleções que disputam a Copa do Mundo, a presença do Irã é a mais controversa. Desde que os Estados Unidos e Israel atacaram o país, no final de fevereiro, a participação da equipe está em dúvida.

País-sede da Copa em guerra com uma seleção participante    

A menos de duas semanas do início da Copa do Mundo, que os Estados Unidos organizam com o México e o Canadá, nunca antes, em quase 100 anos de história do torneio, um país-sede esteve em guerra com uma seleção participante.

O posicionamento da Fifa, desde o início, é que o Irã participará do Mundial. Porém, a classificação da equipe causou dificuldades para a entidade, principalmente pela relação próxima de Gianni Infantino e Donald Trump.

A participação da Seleção do Irã na Copa deve ser preservada?

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Federação do Irã cobra os vistos de entrada nos Estados Unidos   

Ainda, em uma reunião realizada este mês na Turquia, entre a Fifa e autoridades iranianas, foi levantada uma série de preocupações, incluindo sobre possíveis protestos e, principalmente, os vistos de entrada.

Até o último sábado (30), ninguém do Irã recebeu visto. A federação do país divulgou um comunicado sobre carta enviada à Fifa em que solicita transparência e esclarecimentos do processo de emissão dos vistos.

Irã na Copa da Ásia em 2024 – Lintao Zhang/Getty Images

Base de treinamento transferida dos EUA para o México   

Este mês, a base de treinamento da Seleção Iraniana para a Copa foi transferida de Tucson (EUA) para Tijuana (México), perto da fronteira com os Estados Unidos.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou em coletiva de imprensa que a Fifa solicitou apoio ao seu país, pois os “Estados Unidos não querem que a Seleção Iraniana passe a noite no país.”

Por fim, em meio ao impasse, o Irã tem dois jogos em Los Angeles, contra Nova Zelândia e Bélgica, e um em Seattle, contra o Egito, com planos de retornar diretamente ao México após cada partida.