A Seleção Iraniana, segundo a CNN Brasil, segue com sua preparação para a Copa do Mundo e não cogita abandonar o torneio, mesmo diante da possibilidade de não viajar aos Estados Unidos.
A declaração foi feita, nesta quarta-feira (18), pelo presidente da federação iraniana de futebol, Mehdi Taj: “A seleção nacional está realizando um período de treinos na Turquia e também disputará dois amistosos no país”, afirmou o dirigente em declaração divulgada pela agência Fars.
Lembrando que o Irã foi uma das primeiras seleções a garantir vaga na Copa do Mundo, mas sua participação passou a ser questionada após o agravamento do conflito entre a República Islâmica e os Estados Unidos.
Irã enviou pedido à Fifa para disputar seus jogos no México
O Irã enviou à Fifa um pedido de alteração dos locais de suas partidas na Copa do Mundo de 2026. O país desejava disputar seus jogos no México, e não nos Estados Unidos.
Porém, segundo o jornal The Times, a entidade máxima do futebol rejeitou o pedido e não irá realocar os jogos da Seleção Iraniana para o México. A Fifa considera a mudança inviável por causa dos ingressos e do calendário.
Irã participará da Copa do Mundo?
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Na fase de grupos, a Seleção Iraniana enfrentará a Bélgica e a Nova Zelândia em Los Angeles, e o Egito em Seattle – todas as partidas em território norte-americano.

Seleção Iraniana na Copa de 2018 – Richard Heathcote/Getty Images
Fifa informou que mantém diálogo com a federação iraniana
Em nota, a Fifa informou que mantém diálogo com a federação iraniana, mas destacou que “espera que todas as seleções participantes disputem a competição conforme a tabela divulgada em 6 de dezembro de 2025”.
Por sua vez, o presidente para a Ásia-Pacífico do sindicato internacional de jogadores (FIFPRO), Beau Busch, afirmou que é dever da entidade garantir a segurança de todos os envolvidos no torneio.
Segundo Beau Busch, que falou à agência Reuters, a Fifa tem a responsabilidade institucional de proteger a todos: “O fundamental é que a entidade realize uma avaliação abrangente de impacto em direitos humanos.”




