A seleção do Irã foi eliminada na fase de grupos da Copa do Mundo 2026. No entanto, os resultados ainda podem trazer consequências para a Fifa e ao presidente da entidade, Gianni Infantino.
De acordo com o site The Independent, Fifa e Infantino foram processados pelo cientista político iraniano Lotfolah Kaveh Afrasiabi. Na ação judicial, ele cobra US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5.2 bilhões pela cotação atual) de indenização.
Afrasiabi argumentou que o Irã não foi tratado com igualdade em relação às outras equipes. Além disso, citou lances de jogo. A Seleção Iraniana teve um gol anulado contra o Egito após revisão no VAR.
O Irã se classificaria para a segunda fase da Copa do Mundo se o lance fosse validado. “Cidadãos iranianos e/ou iraniano-americanos que apoiaram a seleção iraniana de futebol e que foram emocionalmente afetados pela flagrante discriminação contra seu amado time”, é um dos argumentos da ação judicial, movida na terça (30), no tribunal federal de Boston.
Objetivo do processo é retaliar a Fifa, presidida por Infantino
O The Independent destacou que os jogadores da Seleção Iraniana não podiam pernoitar nos Estados Unidos. A medida foi flexibilidada, mas o Departamento de Estado do Governo americano exigiu que o local de treinamento fosse transferido do Arizona (Estados Unidos) para Tijuana (México).
As decisões ocorreram em meio à guerra no Oriente Médio que envolve Estados Unidos e Irã. “Quando você trata uma equipe como potenciais terroristas, você está fazendo isso também com as pessoas que a apoiam. Minha intenção é retaliar a Fifa pelo tratamento horrível. Eles jamais fariam isso com uma seleção da Europa”, disse o cientista ao portal de notícias.
Resultados do Irã na Copa do Mundo
A Seleção Iraniana empatou por 2 a 2 na estreia contra a Nova Zelândia, não saiu do 0 a 0 com a Bélgica e empatou por 1 a 1 contra o Egito.




