Clarence Seedorf, lenda holandesa, com passagens por Ajax, Real Madrid, Milan, Botafogo, no lançamento da Copa do Mundo de Lendas, falou sobre os jovens atacantes brasileiros Estêvão, Endrick e Rayan, que já encaram a Europa.

O ex-meia da Seleção Holandesa analisou os efeitos dessa migração, cada vez com menos idade, e discordou parcialmente do caminho definido por jovens prodígios brasileiros.

“A minha visão é que alguns estão prontos para ir, mas a maioria ainda precisa amadurecer antes de partir. Eu acho que o Brasileirão cresceu muito de nível, então não é necessário deixar o país se for para ficar no banco ou em um clube de segundo escalão da Europa”, pontuou Seedorf, em entrevista ao portal ‘Lance!’.

Ainda, Seedorf disse que ‘evidentemente’, os clubes europeus não pensam desta forma: “Eles querem investir nos jogadores mais jovens”, definiu o surinamês naturalizado holandês.   

Impacto do êxodo precoce de jovens talentos brasileiros

Casos como os de Endrick, Estêvão, Rayan, não somente de brasileiros, mas de países sem o desenvolvimento futebolístico da Europa, mostram uma tendência que abre o debate no esporte e os questionamentos sobre o impacto desse êxodo na formação técnica e emocional dos jogadores.

“É uma escolha muito pessoal, mas geralmente é bom amadurecer um pouco mais no seu próprio país, se afirmar em alto nível, onde você conhece a todos. É claro que alguns casos funcionam, mas outros não. Depois acaba ficando mais difícil para encontrar um caminho para o sucesso”, finalizou Seedorf.

Estêvão chegou ao Chelsea com 18 anos – Mike Hewitt/Getty Images

Clarence Seedorf teve uma carreira respeitadíssima

Seedorf teve uma carreira respeitadíssima, com passagens e títulos por Ajax, Real Madrid, Inter de Milão, Milan e Botafogo, além da Seleção Holandesa. Mas sua trajetória poderia ser bem diferente, se tivesse aceitado uma das três propostas que recusou para disputar a Premier League.

Em 2020, o holandês deu uma entrevista ao site ‘90min’, e disse que teve a possibilidade de atuar em três equipes inglesas: Manchester United, Arsenal e Chelsea. Mas preferiu outros caminhos e não se arrependeu: “Minha carreira foi uma experiência maravilhosa”.