O Corinthians já está projetando o fim do ciclo de Memphis Depay dentro do clube. A informação foi divulgada pelo portal RTI Esportes nesta terça-feira (27/01) e detalhou os motivos pelos quais o holandês deve ser liberado.

A situação é exclusivamente financeira, já que o atual presidente do Timão, Osmar Stabile, quer reduzir a folha salarial do clube em R$ 6 milhões até o fim do ano. Com essa meta estabelecida, livrar-se de Memphis geraria uma economia equivalente a 50% da meta total, o que explica o intuito de liberá-lo.

Não obstante, a equipe não parece ter planos de negociá-lo nesta janela de transferências, já que isso não representaria um lucro tão significativo. O jogador tem multa rescisória de 10 milhões de euros (R$ 62 milhões) e direito a 50% desse valor.

Assim, o Timão quer manter Memphis Depay até o meio do ano, para que ele possa seguir contribuindo com a equipe. Ou seja, a tendência é de que o craque encerre seu ciclo no Corinthians apenas depois da Copa do Mundo de 2026.

Passagem pelo Corinthians até aqui

A única possibilidade do atleta permanecer seria uma renovação atendendo às exigências do time, que busca, a longo prazo, uma reestruturação financeira. O problema é que dificilmente o craque irá concordar com um salário muito abaixo dos R$ 3 milhões mensais que recebe atualmente.

Pela equipe do Parque São Jorge, o jogador soma um total de 65 partidas disputadas. Nelas, ele balançou as redes em 19 oportunidades, além de distribuir 14 assistências, totalizando 33 participações em gols até aqui.

Memphis Depay comemorando gol pelo Corinthians. (Foto: Alexandre Schneider/Getty Images)

O holandês também foi campeão do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil em 2025, sendo decisivo em ambas as conquistas. Ou seja, a saída do jogador é exclusivamente por razões financeiras e não parece representar um atrito entre as partes.

Interessados em Memphis Depay

Memphis, inclusive, já possui três equipes interessadas no seu futebol. Ele é muito desejado na Arábia Saudita, onde, segundo o jornalista Saint Aouna, o Shabab Al-Ahli e o Al-Wasl já apresentaram propostas para contratá-lo.