Egito derruba campeões com raça
O duelo entre Egito e Costa do Marfim valeu vaga nas semifinais da Copa Africana. Logo nos minutos iniciais, os torcedores já sentiram que seria um jogo elétrico. A seleção egípcia mostrou ousadia, marcou cedo e não deixou o ritmo cair.
O primeiro gol saiu aos quatro minutos, quando Omar Marmoush pegou a zaga aberta. Ele recebeu passe na entrada da área, ajeitou o corpo e soltou um chute certeiro. A bola morreu no ângulo e inflamou as arquibancadas do Grande Estádio de Agadir.
A equipe marfinense tentou responder com toques rápidos pelas pontas. Mas, aos trinta e dois, Ramy Rabia subiu mais que todo mundo em escanteio. De cabeça, ampliou a vantagem e aumentou a confiança dos Faraós.
Reação marfinense faz jogo esquentar
Quando parecia que o Egito dominaria sem sustos, veio um lance inesperado. Aboul-Fotouh tentou cortar cruzamento rasteiro e acabou empurrando contra o próprio gol. O placar diminuiu para 2 a 1 antes do intervalo, recolocando emoção na partida.
No vestiário, o técnico egípcio pediu calma e posse de bola. Já o comandante marfinense exigiu marcação mais alta para forçar erros. O segundo tempo começou com as duas seleções trocando ataques velozes.
Mohamed Salah, estrela do Liverpool, apareceu quando o time mais precisou. Aos dez do segundo tempo, ele aproveitou rebote dentro da área. Com leve toque, fez 3 a 1 e deu respiro aos companheiros.
Pressão final e festa dos Faraós
Mesmo atrás, a Costa do Marfim não desistiu e lançou atacantes frescos. A insistência rendeu frutos por volta dos setenta e três minutos. Guéla Doué recebeu passe por cobertura, encobriu o goleiro e fez 3 a 2.
Os últimos quinze minutos viraram um sufoco para o Egito. Bolas alçadas, chutes de longe e defesas providenciais incendiaram o estádio. A torcida marroquina, neutra no início, vibrou com cada lance.
Quando o árbitro apitou o fim, jogadores egípcios se abraçaram aliviados. Eles não levantam o troféu continental desde 2010 e querem quebrar o jejum. A vitória sobre os atuais campeões aumenta a confiança para a fase seguinte.
