Vivendo sua primeira experiência fora do Brasil desde 2025, Jadsom é um dos destaques do Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, e atravessa fase de afirmação no cenário internacional. Em entrevista exclusiva ao Somos Fanáticos Brasil, o volante analisou a adaptação ao novo país, as diferenças da liga local e o impacto dessa mudança em sua carreira.

O jogador destacou que a transição para o futebol árabe exigiu adaptação, mas vem sendo construída com naturalidade. “Eu me sinto cada vez mais adaptado ao futebol dos Emirados Árabes, a cultura, o clima, e tudo tem ficado ainda mais fácil com o Al-Wahda me recebendo de braços abertos. Sair do Brasil é uma escolha difícil, que traz muitas incertezas, mas me sinto muito feliz atualmente e isso tem influenciado bastante no meu desempenho atual.”

Dentro de campo, Jadsom percebe diferenças claras em relação ao futebol brasileiro. “Acredito que a UAE Pro League seja uma liga com mais dinâmica, o que favorece o meu jogo, que é de roubar a bola e distribuir pros meus companheiros. O jogo no Brasil é de mais qualidade, enquanto nos Emirados tem mais transição e fisicalidade.”

Além da adaptação esportiva, a vida fora das quatro linhas também pesa positivamente. “Tem sido muito positiva. Aqui é um lugar muito bom, com uma cultura interessante e, acima de tudo, pessoas boas que me abraçaram de braços abertos. O povo dos Emirados Árabes é bastante apaixonado por futebol e isso pode ser visto no nosso dia a dia.”

O que o futebol brasileiro deixou como legado na carreira?

Com mais de 200 partidas pelo Red Bull Bragantino, o volante reconhece o peso da trajetória no Brasil para alcançar o atual momento no exterior. “Jogar no Bragantino certamente foi um momento muito importante da minha carreira, onde eu cresci não só como jogador mas também como pessoa. Foi o clube por onde mais atuei como profissional, com mais de 200 jogos, então você naturalmente amadurece bastante.”

A formação nas categorias de base também foi determinante. “Eu fiz a minha base pelo Sport e estreei pelo profissional por lá, então é um clube que carrego muito respeito e carinho por me ajudar a me profissionalizar. No Cruzeiro, vivi uma fase difícil no clube, mas consegui ter uma boa sequência. Foi uma honra poder defender uma camisa tão grande.”

Jadsom é campeão pelo Al-Wahda. (Foto: Divulgação/Assessoria C2 Sports)

Metas e sonhos se realizando na carreira

No Al-Wahda, o volante já conquistou seu primeiro título como profissional e quer mais. “Acredito que a primeira meta já foi batida, que foi conquistar um título pelo clube, também o meu primeiro como profissional. Fiquei muito feliz pela conquista, mas não pode parar por aí. Ainda continuamos fortes na busca pelo título da UAE Pro League, nas quartas de final da President’s Cup e também estamos competindo na Champions Asiática.”

Olhando adiante, os objetivos são ambiciosos, mas com foco no presente. “Tenho planos na carreira como qualquer outro, almejo muito chegar na final da Champions League Asiática. Mas ainda temos muito o que trabalhar. Claro que a Seleção Brasileira é um sonho, mas também sabemos da dificuldade, então eu também penso em ficar aqui por 5 anos, tirar o passaporte e receber a chance de jogar pela seleção dos Emirados Árabes.”