A Major League Soccer inicia a temporada neste sábado (21). A competição já traz dúvida sobre Lionel Messi e expectativa de impacto global. Como a Copa do Mundo será disputada no México, Canadá e Estados Unidos, amplia o protagonismo do futebol norte-americano. O momento é considerado estratégico para a consolidação internacional da liga.
Sendo assim, a rodada de abertura será disputada no Estádio Los Angeles Coliseum, com o Inter Miami enfrentando o LAFC. Inclusive, a partida deve reunir mais de 70 mil torcedores, configurando o maior público em um jogo inaugural na história da MLS. A informação foi divulgada pela CNN Brasil.
Inclusive, a liga busca um impacto transformador semelhante ao ocorrido após a Copa do Mundo de 1994, período que impulsionou sua criação e expansão. Já o crescimento recente, aliado à presença de estrelas internacionais, coloca a temporada como uma das mais relevantes da história do torneio.
Reforços internacionais e nova estratégia estrutural marcam a MLS
Aliás, a ascensão da MLS tem sido fundamental para atrair jogadores de renome mundial. Entre as principais contratações da pré-temporada estão James Rodríguez, que acertou com o Minnesota United, além de Timo Werner, anunciado pelo San Jose Earthquakes, e Rodrigo De Paul, que atuará ao lado de Messi no Inter Miami.
Mas, a liga também mantém foco no desenvolvimento de jovens talentos. Cavan Sullivan, do Philadelphia Union, Zavier Gozo, do Real Salt Lake, e Harbor Miller, do LA Galaxy, aparecem como promessas dentro do cenário doméstico e reforçam a estratégia de formação interna.
A reputação da MLS como porta de entrada para o futebol europeu foi reforçada por negociações recentes. Alex Freeman deixou o Orlando City para atuar no Villarreal, enquanto Obed Vargas foi transferido do Seattle Sounders para o Atlético de Madrid. Isto é, esses movimentos ampliam o reconhecimento internacional da liga.
Portanto, mudanças estruturais também fazem parte do planejamento. Inclusive, a decisão de adotar um “calendário europeu” a partir de 2027 reflete a ambição de longo prazo de alinhar a MLS às principais ligas do continente europeu e fortalecer sua presença global.
Lesão de Messi, rivais fortalecidos e investimentos bilionários
Atual campeão, o Inter Miami é apontado como favorito à manutenção do título. No entanto, o clube foi impactado pela lesão de Messi na pré-temporada. O argentino se recupera de uma distensão muscular na coxa sofrida durante amistoso contra o Barcelona do Equador.
Logo, a ausência do camisa 10 nos treinos da semana passada levou ao adiamento do último amistoso da equipe. A situação gerou dúvidas sobre a condição física do jogador para enfrentar o LAFC na partida de abertura da temporada.
Já o LAFC surge como um dos principais rivais do time de Messi. Liderado por Son Heung-min, autor de mais de 20 gols na última temporada, o clube de Los Angeles também conta com diversos jogadores da seleção canadense e é comandado pelo técnico Marc dos Santos.
Outras equipes também movimentam o cenário competitivo. O Vancouver Whitecaps contará com Thomas Muller após a derrota na final da MLS na temporada passada, enquanto o Austin FC recontratou Facundo Torres depois de breve passagem pelo Palmeiras.
Fora de campo, o Inter Miami prepara a inauguração do Miami Freedom Park, estádio avaliado em US$ 1 bilhão (R$ 5,2 bilhões), marcada para 4 de abril. A liga segue investindo em infraestrutura, com novos estádios previstos para Nova York no próximo ano e para Chicago em 2028, reforçando a expansão estrutural do futebol nos Estados Unidos.
