Se o duelo entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo terminar empatado no tempo normal e na prorrogação, a vaga será decidida nos pênaltis. Para ajudar Carlo Ancelotti, o Somos Fanáticos foi atrás do retrospecto recente dos jogadores da seleção brasileira e mostra quem chega mais preparado para assumir a responsabilidade.
Foram checadas todas as decisões por pênaltis das quais as equipes dos 26 jogadores da Seleção Brasileira participaram entre julho de 2022 e maio de 2026. No período citado, 14 atletas do grupo de Ancelotti tiveram a oportunidade de cobrar penalidades em finais ou decisões de mata-mata. Ao todo, foram 32 cobranças, com 24 gols e oito erros, aproveitamento de 75%.
Quem inspira mais confiança: Fabinho, Casemiro, Martinelli, Léo Pereira e Igor Thiago
Os números apontam o volante Fabinho como a principal opção para Carlo Ancelotti em uma eventual disputa por pênaltis. O meio-campista participou de quatro decisões por penalidades nos últimos quatro anos e converteu todas as cobranças, uma pelo Liverpool e outras três pelo Al-Ittihad. Como tem entrado com frequência nas partidas, há boas chances de estar em campo caso o confronto contra a Noruega seja decidido na marca da cal.
Outro nome de confiança é Casemiro. Um dos líderes da seleção, o camisa 5 cobrou quatro pênaltis decisivos entre 2022 e 2026, com três acertos e apenas um erro. A cobrança mais importante foi justamente nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022, quando converteu sua penalidade diante da Croácia.
Gabriel Martinelli também apresenta bom retrospecto em momentos de maior pressão. Desde 2022, participou de três disputas de pênaltis, com dois gols e um erro. O atacante converteu sua cobrança nas quartas de final da Copa América de 2024, contra o Uruguai, e também marcou na decisão por pênaltis da final da Champions League.
Mesmo sem ser titular, Léo Pereira surge como alternativa interessante para Ancelotti. O zagueiro participou de cinco disputas de pênaltis pelo Flamengo e acertou quatro cobranças. O único erro aconteceu na final da Copa Intercontinental, diante do PSG, o que faz do defensor uma opção caso o treinador pense em reforçar a equipe especificamente para uma decisão nas penalidades.
Outra forte opção para as penalidades é Igor Thiago. O jogador é conhecido por ser exímio cobrador de pênaltis, com oito acertos em nove cobranças na temporada pelo Brentford (ING). Pela seleção, são dois gols marcados, todos de pênalti. Em disputas de pênalti entre 2022 e 2026, foram duas cobranças e dois gols.
É preciso cautela com Marquinhos, Gabriel Magalhães e Bruno Guimarães
Entre os jogadores que inspiram maior preocupação está Marquinhos. O zagueiro desperdiçou a cobrança decisiva nas quartas de final da Copa do Mundo de 2022 e, desde então, não voltou a bater um pênalti em disputas por penalidades. Mesmo quando o Paris Saint-Germain participou de decisões desse tipo, o capitão da equipe não foi escolhido para cobrar. Em entrevista, sua esposa também revelou que o defensor evita cobranças desde aquele episódio.
Gabriel Magalhães também chega com retrospecto desfavorável. O zagueiro cobrou apenas um pênalti em disputas desde 2022, justamente na final da Champions League contra o Paris Saint-Germain. Na ocasião, isolou a bola e contribuiu para a conquista do clube francês. Como o erro aconteceu há pouco mais de um mês, a tendência é que Ancelotti evite escalá-lo novamente para uma cobrança decisiva.
Bruno Guimarães, apesar de ser um dos destaques da seleção brasileira na Copa do Mundo, também apresenta números que pedem cautela. Pelo Newcastle, participou de quatro cobranças em disputas de pênaltis nos últimos quatro anos, com dois gols e dois erros, desempenho que pode fazer Carlo Ancelotti pensar duas vezes antes de colocá-lo entre os cobradores caso a classificação contra a Noruega seja definida nas penalidades.




