A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história com 48 seleções e novo formato de disputa. Logo, aumentando o número de jogos e vagas no mata-mata. A ampliação altera o equilíbrio tradicional do torneio. Podendo ampliar o espaço para campanhas surpreendentes, já que as equipes evoluíram nos últimos ciclos internacionais.
Inclusive, nos torneios recentes, o desempenho de seleções fora do eixo das favoritas mostrou que organização tática, estabilidade de projeto e jogadores atuando nas principais ligas da Europa podem reduzir a distância para as potências. Ou melhor, como o Marrocos, que foi semifinalista em 2022.
Com isso, pensando em 2026, algumas seleções consideradas “subestimadas” chegam com base sólida, geração talentosa e competitividade internacional suficiente para ir além das expectativas. Portanto, o novo formato pode ser o ambiente ideal para consolidar esse salto.
Japão e Estados Unidos chegam com projetos consolidados
Sendo assim, o Japão vive um dos períodos mais consistentes de sua história. A seleção asiática tem ampliado o número de atletas em ligas como Bundesliga, Premier League e La Liga. Além disso, apresenta organização coletiva. Desta forma, a capacidade de adaptação tática e intensidade física tornam o time competitivo contra adversários tradicionais.
Os Estados Unidos, um dos países sede, também entram nesse grupo. A geração formada por jogadores como Christian Pulisic, Weston McKennie e outros atletas atuando na Europa ganhou maturidade competitiva. Inclusive, o fator casa, historicamente relevante em Copas do Mundo, pode potencializar o desempenho norte-americano.

Seleção do Japão durante partida das eliminatórias da Copa do Mundo. Foto: Koji Watanabe/Getty Images
Contudo, ambas as seleções combinam juventude, rodagem internacional e continuidade de trabalho. Isto é, os três pilares que costumam ser determinantes em torneios curtos. Portanto, em um cenário equilibrado, detalhes estratégicos podem fazer a diferença em jogos eliminatórios.
África e América do Sul podem apresentar novas surpresas na Copa do Mundo
Já Senegal e Equador são exemplos de equipes que mantêm competitividade nas Eliminatórias. As seleções contam com atletas protagonistas em clubes europeus. Ou seja, Senegal, atual campeã africana recente, consolidou uma base experiente. Do outro lado, o Equador tem se destacado pela intensidade física e solidez defensiva.
Na sequência, Canadá e Colômbia também aparecem como seleções capazes de surpreender. O Canadá aposta na velocidade e no talento de jogadores que atuam em alto nível internacional. Já a Colômbia combina experiência e juventude em um elenco equilibrado. Porém, em um Mundial expandido, onde a margem de erro diminui para os favoritos, seleções organizadas e disciplinadas podem transformar equilíbrio em façanha histórica.
Lista completa de seleções subestimadas:
| Seleção | Por que pode surpreender? | Nível de surpresa |
|---|---|---|
| Japão | Organização tática forte e grande número de atletas atuando nas principais ligas europeias. | Alta |
| Estados Unidos | Geração jovem consolidada e possível fator casa em 2026. | Média/Alta |
| Canadá | Velocidade, intensidade e talentos em crescimento internacional. | Média |
| Equador | Intensidade física elevada e base jovem competitiva. | Alta |
| Colômbia | Elenco equilibrado com jogadores experientes em grandes ligas. | Média |
| Senegal | Base consolidada e competitividade recente em torneios internacionais. | Média |
| Costa do Marfim | Nova geração técnica e crescimento recente no cenário continental. | Média |
| Noruega | Talentos de elite e alto potencial ofensivo. | Alta |
| Dinamarca | Projeto estável e regularidade em competições internacionais. | Média |
| Suíça | Histórico consistente em fases eliminatórias. | Média |
| Sérvia | Qualidade individual elevada e capacidade de desequilíbrio. | Alta |
| Coreia do Sul | Disciplina tática e tradição de competitividade em Copas. | Média |




