Com uma lesão de grau 2 na panturrilha, a presença do atacante Neymar ainda não está garantida na Copa do Mundo de 2026. Vale a pena Ancelotti manter o camisa 10 no grupo que vai disputar o Mundial?
Um levantamento feito pelo Bolavip Brasil aponta que sim. Quando a Seleção Brasileira decidiu manter jogadores no grupo mesmo com problemas físicos em outras edições da Copa, o resultado foi positivo.
Os números mostram que a Seleção Brasileira teve aproveitamento de 87,8% nas 11 partidas em que escalou jogadores levados para a Copa mesmo estando lesionados. São os casos de Pelé, em 1958, Zico, em 1986, e Branco, em 1994.
Você levaria Neymar para a Copa de 2026 mesmo com lesão na panturrilha?
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Copa de 1958: A aposta em Pelé
Pelé, então com 17 anos, sofreu uma grave lesão no menisco do joelho em amistoso do Brasil contra o Corinthians antes da viagem para a Suécia em 1958. Mesmo sob forte pressão, o técnico Vicente Feola decidiu levar o garoto em tratamento.
O jovem atleta, que ainda não era o “Rei do Futebol” ficou fora das duas primeiras partidas (contra Áustria e Inglaterra) e só estreou no terceiro jogo, contra a União Soviética. A explosão, no entanto, veio no mata-mata.
Pelé marcou o gol da vitória nas quartas contra o País de Gales, fez um hat-trick na semifinal contra a França e dois gols na final contra a Suécia. Foram quatro partidas de Pelé, quatro vitórias do Brasil e seis gols marcados.
Copa de 1986: O sacrifício de Zico
Para a Copa do Mundo de 1986, no México, o técnico Telê Santana decidiu convocar Zico, mesmo ciente de que o camisa 10 não tinha condições de suportar os 90 minutos de uma partida, pois havia sofrido grave lesão no joelho no ano anterior.
Zico não saiu do banco na estreia contra a Espanha. Depois, atuou no sacrifício, sempre saindo do banco de reservas. Nas quartas de final, na eliminação contra a França, o camisa 10 entrou e acabou perdendo o histórico pênalti.

O jogo terminou 1 a 1 e, na disputa por pênaltis após a prorrogação, o Brasil foi eliminado. Mas o retrospecto, mais uma vez foi positivo. Zico disputou quatro partidas naquela Copa, com três vitórias do Brasil e um empate.

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Copa de 1994: A superação de Branco
A última vez que a Seleção Brasileira decidiu levar um jogador com problema físico para uma Copa foi na edição de 1994, nos Estados Unidos. O lateral-esquerdo Branco foi chamado pelo técnico Carlos Alberto Parreira mesmo com uma lombalgia.
O problema crônico tirou o lateral das primeiras partidas e o jovem Leonardo atuou neste período. A grande chance de Branco veio após a expulsão de Leonardo nas oitavas de final contra os Estados Unidos.
O veterano assumiu a lateral nas quartas de final contra a Holanda e protagonizou um dos momentos mais marcantes da história das Copas: marcou, em uma cobrança de falta antológica de longa distância, o gol que garantiu a vitória por 3 a 2.
Branco seguiu como titular na semifinal e na final contra a Itália, convertendo também o seu pênalti na decisão que deu o título ao Brasil. Foram três partidas de Branco, duas vitórias e um empate, com um gol marcado, além do título conquistado.




