Abel Ferreira corre risco de mais uma punição no Palmeiras após um chute no microfone durante o jogo contra o Mirassol pelo Campeonato Brasileiro, o caso será julgado no STJD e o profissional corre risco de pegar entre um a seis jogos de suspensão.
Conforme um levantamento feito pela Placar, o treinador palmeirense chegou a marca de 101 cartões e 20 processos recebidos no STJD desde que assumiu o time paulista em 2020.
O comandante soma 87 cartões amarelos e 14 vermelhos recebidos, além de 20 processos no STJD e 22 jogos de suspensão, sendo três partidas convertidas em transações e sete absolvições. O comportamento do treinador em tempos de Europa ajuda a explicar a situação vivida no futebol brasileiro.
Comportamento de Abel Ferreira no Paok e Braga
Antes de ser contratado pelo Palmeiras, o técnico acumulou passagens por Braga e Paok. A primeira experiência como treinador foi no time português, onde ele já acumulava um temperamento explosivo e competitivo.
Nas redes sociais, por exemplo, foi divulgado um vídeo de Abel Ferreira da época de Portugal, onde ele reclamava, aos murros e tapas na mesa, de uma multa referente a uma terceira expulsão. Por lá, ele acumulava cartões e reclamações fortes contra a arbitragem, situação semelhante a do Brasil.
Já no Paok, o técnico diminuiu as reclamações contra a arbitragem, mas ainda com o temperamento explosivo em treinos e jogos em sua equipe, os relatos eram de um técnico intenso, exigente e inquieto. A postura se explica após a utilização de árbitros estrangeiros de elite em clássicos locais para diminuir o clima de desconfiança.

Por que Abel vem sendo punido com frequência no Brasil?
Desde que chegou ao futebol brasileiro, Abel Ferreira tem retomado o temperamento explosivo dos tempos de Braga. O principal fator para as punições do treinador são as críticas contra a arbitragem.
Em diversas coletivas, o comandante critica os árbitros das partidas, a mais recente e que ficou marcada foi na final da Libertadores de 2025, vencida pelo Flamengo, onde o português afirma ter tido um ‘asterisco’ neste jogo.
O comandante parece não conseguir mudar sua forma de agir na beirada do campo e pode prejudicar o clube novamente caso seja punido pelo STJD por conta do último episódio, além da necessidade de pagar pelo equipamento quebrado.




