Estêvão chegou à Europa cercado por enorme expectativa, mas a realidade atual levanta uma discussão que não pode mais ser ignorada pelos torcedores. Isso porque mesmo estando em um grande centro, talvez permanecer onde não consegue ter sequência não seja o melhor caminho para sua evolução.
Não se trata de questionar a qualidade do brasileiro, que já brilhou no Palmeiras e teve certo destaque nos Blues, ao contrário, justamente pelo jovem velocista ter recursos técnicos tão diferentes, vê-lo acumulando poucos minutos me preocupa e isso não pode ficar assim.
Estêvão precisa jogar para continuar evoluindo
Claramente o ex-Verdão não está em uma fase da carreira na qual pode simplesmente aceitar um papel secundário por muito tempo. O desenvolvimento de um jovem também passa pela quantidade e pela qualidade dos minutos que recebe.
Treinar diariamente em alto nível certamente acrescenta em muitas questões crucias para o futuro. Conviver com jogadores de elite também. Mas existe uma diferença enorme entre estar inserido em um grande elenco e efetivamente participar dele.
Estêvão precisa receber a bola quando o jogo está empatado, enfrentar marcações que já estudaram suas características, aprender a administrar partidas ruins e assumir responsabilidades. É dessa maneira que um talento começa a se transformar em protagonista.
Deixar a Europa não significa fracassar
Por fim, caso o cenário de poucos minutos permaneça, considero que Estêvão deveria começar a olhar para outras possibilidades. E uma eventual saída não precisaria ser definitiva. Dependendo das condições, até mesmo um empréstimo para uma equipe capaz de colocá-lo no centro do projeto poderia fazer sentido.
Existe uma ideia equivocada de que deixar temporariamente um gigante representa um passo atrás. Para um jogador jovem, muitas vezes acontece exatamente o contrário. Um clube de menor expressão, mas disposto a entregar 30 ou 40 partidas na temporada, pode ser mais importante para seu desenvolvimento, assim como aconteceu com Antony.




