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Direto da Redação

Análise: Raphinha inicia novo ciclo da Seleção em outro patamar e vive grande momento no Barcelona

Atacante começa caminhada para 2030 como capitão do Barça e pode assumir ainda mais responsabilidade com a camisa do Brasil

Raphinha of FC Barcelona speaks to the fans before the Joan Gamper Trophy match between FC Barcelona and Al Ahly SC at Spotify Camp Nou on August 19, 2026 in Barcelona, Spain.
© Getty ImagesRaphinha of FC Barcelona speaks to the fans before the Joan Gamper Trophy match between FC Barcelona and Al Ahly SC at Spotify Camp Nou on August 19, 2026 in Barcelona, Spain.

Quando olho para o início deste novo ciclo da Seleção Brasileira pensando na Copa do Mundo de 2030, considero que poucos jogadores chegam em uma situação tão interessante quanto Raphinha. Aos 29 anos, o atacante já possui experiência suficiente para deixar de ser apenas mais uma opção ofensiva e assumir responsabilidades maiores dentro do grupo. A diferença é que essa nova caminhada começa justamente quando ele vive um momento de enorme confiança no Barcelona e alcança um patamar diferente na carreira.

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Acredito que aquilo que vem acontecendo na Espanha ajuda bastante a explicar essa mudança. O brasileiro começou a temporada 2026/27 com seis gols nas quatro primeiras rodadas do Campeonato Espanhol, assumindo a liderança da artilharia da competição. Não estamos falando apenas de uma boa sequência de partidas, mas de um jogador que passou a ter participação ainda maior no ataque e encontrou novas maneiras de ser decisivo. O Barcelona venceu seus quatro compromissos e marcou 17 vezes nesse período.

Barcelona encontrou uma nova versão do brasileiro

Para mim, existe outro detalhe que torna esse começo ainda mais interessante. Com a saída de Robert Lewandowski, Hansi Flick aproximou o camisa 11 da área e passou a utilizá-lo como referência ofensiva. A mudança aumentou sua presença em zonas de finalização sem eliminar características que sempre fizeram parte de seu jogo, como movimentação, intensidade e participação na pressão. Os seis gols em quatro partidas mostram como essa adaptação rapidamente começou a produzir resultados.

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Só que não são apenas os números que colocam o atacante em outro estágio dentro do clube catalão. Nesta temporada, ele também recebeu a braçadeira de capitão e se tornou o primeiro brasileiro a ocupar oficialmente essa condição de maneira fixa no Barcelona. Considero esse reconhecimento tão importante quanto qualquer estatística, porque mostra aquilo que companheiros e comissão técnica enxergam diariamente. Hoje, sua influência já ultrapassa aquilo que consegue produzir com a bola.

Momento pode mudar seu papel na Seleção

É justamente essa versão que acredito que a Seleção Brasileira precisa tentar aproveitar daqui para frente. Carlo Ancelotti deixou claro que pretende iniciar uma renovação depois da última Copa do Mundo, observar jogadores mais jovens e preparar uma nova geração para 2030. Só que qualquer processo desse tamanho também precisa de atletas mais experientes para oferecer equilíbrio. Nesse cenário, vejo o atual capitão do Barça como alguém capaz de ocupar uma posição importante dentro do novo grupo.

Por fim, o grande desafio, na minha visão, será transportar para a camisa amarela a mesma confiança demonstrada no futebol espanhol. No Barcelona, o atacante possui um papel muito claro, recebe liberdade para atacar diferentes espaços e se transformou em uma das referências do time de Flick. Na Seleção, nem sempre conseguiu apresentar o mesmo nível de protagonismo. Esse talvez seja um dos principais pontos que Ancelotti terá de trabalhar durante os próximos anos.

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